COMO É VIAJAR PARA A CORÉIA DO NORTE?

Juche Tower

Foram 5 dias muito intensos e diferentes de qualquer outro que eu tenha vivido. Pra mim, falar sobre viajar a Coreia do Norte é falar de um lugar totalmente obscuro. Eu sempre imaginei um país todo cinza, perigoso e com pessoas infelizes. Mas talvez não era bem isso que eu veria aqui. Ou talvez, não era bem isso que queriam mostrar.

Se você quer saber, foi sim a viagem mais diferente que já fiz. Pra você ter ideia, antes de fazer algumas fotos, precisava fazer reverência à estátuas e nunca podia ficar sozinho.

Sabe, viajantes, eu acho que tudo tem um motivo. E entender porque o povo norte-coreano vive neste regime era algo que eu precisava, mesmo sem compreender. Assim como a razão do líder Kim Il Sung e seu filho Kim Jon Il serem idolatrados por todas as esquinas do país. Mas este entendimento só não existiu até este dia. O dia em que eu comecei minha viagem para a Coreia do Norte e que hoje contarei em detalhes minha experiência.

COMO É VIAJAR PARA A COREIA DO NORTE?

Entrei na Coreia do Norte cheio de dúvidas. E saio de lá repleto de questionamentos. Será que tudo que vi e vivi foi real? As pessoas de fato são felizes? Estão bem e o sistema de governo é bom para todos? Ou será que, por não conhecerem um outro sistema na prática, não sentem qualquer falta dele?

Ouvi de muitas pessoas que a Coréia do Norte contratava figurantes para fingirem andar de metro e passear nas ruas. Será?

Compartilho estas dúvidas com vocês e deixo o livre arbítrio para me dizerem o que pensam. Só peço que não julguem os habitantes deste país ou condenem qualquer pessoa que virem nas fotos deste post ou nos vídeos do canal. Ninguém escolhe onde nasce, e, se você nasceu livre, esta escolha também nunca foi sua.

A HISTÓRIA DAS COREIAS

Pra que você também entenda o que aconteceu e porque existem dois países de mesmo nome, a gente precisa ir lá para o século X. No ano de 918, a Coréia era um único reino, chamado de Koryo. O país foi unido e próspero, até o século XX.

Porém, entre 1908 e 1945, as Coréias tornaram-se território de domínio Japonês, e o povo sofreu muito com imposições e repressões humana e política. Após anos de luta, em 1945 – exatamente no ano em que acaba a Segunda Guerra Mundial – a família do general Kim Il Sung “libera” o país do domínio japonês com a ajuda dos soviéticos, e, por isso, torna-se amado por todos, visto como o libertador do povo.

CONTEXTOS HISTÓRICOS

Esta liberação da Coréia do Norte se deu bem no fim da Segunda Guerra Mundial, e o país, que antes era apenas um, foi dividido em dois pelo paralelo 38. Surgiu, assim, a Coreia do Norte, com influência soviética e comunista, e a Coreia do Sul, com influência americana. Em 1950, iniciou-se a guerra das Coreias, que durou três anos, até a assinatura do armistício, basicamente um “cessar fogo”.

E foi partir daí, em meados do século XX, que devido à sua política isolacionista, a Coreia ganha o título de Reino Eremita.

Com este armistício, surge a DMZ, “Zona Desmilitarizada das Coreias”, que de desmilitarizada não tem nada! Muita tensão, revista para entrar e dezenas de homens armados.

Já a Coréia do Sul não é perfeita. Na verdade, até a década de 80, havia uma ditadura na Coreia do Sul. Mas, após seu fim, o país não parou mais de crescer e é gritante ver a diferença entre as duas capitais.

Uma coisa difícil de assimilar, mas que você precisa entender, é que para os norte coreanos não existe Coreia do Norte. Eles – acredite – chamam-se de DPRK (República Popular Democrática da Coréia). E é extremamente desrespeitoso por lá dizer apenas “Coréia do Norte”.

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BRASILEIRO PODE VISITAR A CORÉIA DO NORTE?

Bom, muita gente viu no Youtube que usei meu passaporte italiano na viagem para a DPRK. Mas não fiz isso porque brasileiros não podem entrar no país. Na verdade, o país é um dos poucos 20 países com embaixadas na Capital Pyongyang. Então, claramente levei meu passaporte brasileiro caso necessitasse de algo.

A verdade vou contar agora.  Quando contactei a primeira agência, pediram a cópia de meu passaporte e logo depois minha profissão. Por eu ser blogueiro, tiver minha viagem negada por eles. Então, para tentar novamente, resolvi usar o passaporte italiano com uma outra agência de viagem especializada na Coréia do Norte. Daí, aleguei ter uma pequena agência online de viagem (o que não é mentira). Afinal, eu vivo basicamente das reservas que vocês fazem em meu site (hotel,  seguro viagem,  chip de celularaluguel de carro, tickets para passeios ou compra de passagens aéreas). Isso me ajuda muito e mantém meu projeto de pé.

Dessa vez, deu tudo certo, mas resolvi contar para a agência (da China) que eu era blogueiro, pois tinha real medo de acontecer algo comigo. Disseram que não teria problemas, apenas para eu ser discreto. Logo eu!? Discreto! Rimos muito, e claramente fui discreto pra viver. hehehe

COMO É O TOUR E PASSEIO POR PYONGYANG E A CORÉIA DO NORTE? TUDO FALSO?

Com certeza a pergunta que mais recebo e que até hoje me faço é se eu realmente pude ter um julgamento justo do país.
Todas as agências que mandam turistas para a Coréia do Norte precisam seguir um restrito trajeto. Frequentar apenas certos restaurantes, passar por certas ruas e evitar itinerários não aprovados previamente pelo Estado.

Isso me dava uma sensação de falta de liberdade e de que pareciam estar escondendo algo o tempo todo. Claro que queriam que eu sempre visse o que é mais lindo e perfeito. Mas eu não podia nem mesmo passear pelos arredores do hotel sozinho, pegar um taxi para um bar. Nada. Nada mesmo! Acho que por isso fizeram um hotel tão completo e cheio de coisas para fazer (tinha bar e piscina no hotel que fiquei, falarei mais em outros posts sobre isso).

Outra coisa é que você viaja com um guia estrangeiro e SEMPRE, SEMPRE está acompanhado de dois guias norte coreanos. O tempo todo, todo o tempo. Apenas quando você dorme ou vai ao banheiro você fica “livre”.

Eles controlam tudo o que você faz: até mesmo o despertador do telefone do hotel, eles ligavam sem eu pedir duas horas antes de sair para garantir que eu iria acordar.

quarto de hotel em pyongyang viajar para a coreia do norte
Meu quarto no hotel. Antigo, porém completo.
Banheiro do hotel em Pyongyang
Lobby Hotel Coréia do Norte
Lobby Hotel Coréia do Norte
viajar para a coreia do norte
Loja de souvenir no hotel

O QUE EU VISITEI EM PYONGYANG NA CORÉIA DO NORTE? CONSTRUÇÕES MARCANTES

RYUNGYONG HOTEL, O MAIOR PRÉDIO DO PAÍS:

Este hotel é o cartão postal/ícone de Pyongyang. Ele é praticamente o Empire State Building norte coreano. O hotel pirâmide começou a ser construído em 1987, mas nunca ficou pronto.  Não que no meu planeta Brasil seja muito diferente, mas é curioso.

Queria tirar uma foto neste hotel imenso (apenas passar na frente para uma foto melhor), mas meu guia disse que não daria tempo (mesmo com tempo sobrando). Achei estranho e insisti. Mas, após insistir duas vezes, senti um ar ríspido de “pare com isso por favor” e percebi que todos ficamos sem graça. Então, desisti. O roteiro foi um pouco diferente do acordado com a agência e eu acredito que, por não haver internet no país, a comunicação entre os guias locais e as empresas contratantes era praticamente inexistente.

RYUNGYONG HOTEL
A BIBLIOTECA NACIONAL EM PYONGYANG:

Eu estava muito animado para esta visita, pois havia visto fotos e videos da biblioteca, e, de fato, era muito linda.
Entramos e fui recebido por mais uma outra guia da biblioteca que me disse: “o nosso líder criou esta biblioteca para que todos tenham acesso a educação. A maior arma para mudar o mundo e ser feliz é o conhecimento”. Bom, eu achei irônico, e vocês?

Dizem que existem 30 milhões de livros na Biblioteca Nacional de Pyongyang.  Só que me mostraram menos de 10. Dizem que uma única bibliotecária cuida de todos eles (que ficam atrás de uma parede com acesso restrito). Por isso, nunca saberemos se são 30 milhões, 300 milhões ou 30. Mas sei que são mais de três.

PRAÇA CENTRAL – KIM IL-SUN SQUARE:

Atrás da Biblioteca Nacional de Pyongyang, estava a praça central, chamada de Kim Il Sun Square. Confesso que alí senti uma sensação de paz, talvez por estar vazia. A praça é um lugar impecavelmente bonito. Era estranho ver a principal praça tão deserta. Mas minha guia disse que as pessoas estavam trabalhando e que aos finais de semana teria movimento. Eu voltei no final de semana e, advinhe? Estava vazia também.

Nesta praça rolam os principais desfiles militares, comemoração de aniversário dos líderes (atualmente o Kim Jong Un é o neto do fundador da DPRK) e a famosa Massive Dance, onde milhares de coreanos dançam juntos em um super evento.

Fui tirar uma foto na praça e, advinhe? Minha guia deletou algumas fotos que ela mesma tirou de de mim. Isso porque algumas destas fotos cortava o líder. Muita gente vai à praça tirar fotos, mas cortar ou não centralizar a imagem dos líderes pode resultar em cadeia ou até mesmo morte. Sim, você pode morrer por uma foto “mal tirada”.

MUSEU DA GUERRA DAS CORÉIAS – WAR MEMORIAL OF KOREA:

A visita ao Museu da Guerra foi incrível. Definitivamente o melhor museu que já visitei em infraestrutura e storytelling. Estávamos apenas eu e duas guias. Logo na entrada, uma imagem gigante do líder Kim Il Sung nos esperava. As guias se curvaram perante a estátua do líder do país e eu, que não sou bobo, também.

Percebi, que para eles, os lideres eram como se fossem seres sagrados, então claramente me curvei em respeito à cultura local. Não importa se você concorda ou não. Respeitar é a base de tudo (e claro que poderiam haver consequências).

Após o tour do museu, eu mudei completamente meu ponto de vista sobre a guerra. Ou talvez tenha refletido mais. Eles mostram atrocidades cometidas pelos americanos. Qualquer um que passa pelo museu consegue pegar raiva dos americanos durante a visita. Ilustram cenas horríveis onde os norte coreanos são heróis e os americanos vilões. E deixam claro que a guerra só aconteceu porque os americanos invadiram a Coréia do Sul e depois a do Norte. Lembrando que não estou dizendo que os americanos são heróis, apenas te contando o ódio excessivo que eles tem por eles.

Nesta visita, refleti muito sobre a importância da informação. Um viajante que não lê, pesquisa ou se prepara para este tipo e viagem, acaba saindo do país odiando o capitalismo. A propaganda é tão bem feita, que você perde o norte. E como não há internet no país, a verdade que prevalecerá é sempre a deles.

VISITA AO KUMSUSAN PALACE OF THE SUN

Eram 8 horas da manhã e fiquei muito surpreso em ver as ruas não tão cheias de pessoas ou carros para uma capital. Estávamos indo ao Kumsusan Memorial Palace, onde os líderes estão descansando eternamente. Por isso, tínhamos que colocar roupas mais formais, tipo para ir à missa de domingo, sabe? Calça e camisa.

Chegando lá, fiquei impactado, pois nunca havia visto algo tão suntuoso. Segurança e higienização máxima e centenas de pessoas indo visitar os líderes com trajes típicos ou roupas pretas no estilo comunista. Uma obra que estima-se ter custado meio bilhão de reais. Isso mesmo, meio bilhão de reais para criar o mausoléu de dois líderes.

Entenda que não estou criticando, este nem é meu país. Apenas fiquei boquiaberto, estupefato com o que vi.

Enquanto caminhava pelos corredores, ficava pensando na fortuna que foi pra criar tudo aquilo. Eles realmente são ricos e poderosos, mas será que todo este dinheiro não poderia ir para outro fim? Bom, sou brasileiro, então entendo um pouco deste assunto de “má distribuição de renda”.

Eram tantas estátuas dos líderes, música de fundo e medalhas espalhadas que me sentia na Walt Disney World (vish, se eles descobrissem que fiz esta comparação quando fui, eu não estaria aqui hoje! Rsrsr). Tivemos que fazer reverências várias vezes. Imagina uma estátua do presidente do Brasil assim? Na minha visão, o líder, presidente, ou primeiro ministro de um país, trabalha para o povo, e ter que se curvar e acatar tudo que este líder faz é um pouco diferente do que acredito.

O QUE ELES COMEM E COMO SÃO OS RESTAURANTES NA CORÉIA DO NORTE?

Outra coisa que descobri após ser um “the monio” insistente com meus guias e perguntar mil vezes, foi a razão pela qual os restaurantes estão sempre vazios. Todos os restaurantes são da mesma empresa de turismo do governo, que tem apenas de 210 funcionários.
Então, você nunca, nunquinha irá cruzar com um local comendo nestes lugares, pois quase todos comem em casa. Apenas turistas vão a estes restaurantes.

Sempre me diziam ser um “restaurante local” quando íamos jantar ou almoçar, mas vejo ser preparado para o turista. Pelo que vi e pelo excesso de perguntas que fiz, minha guia falou que comem ovo, arroz e batata todos os dias em casa. Ninguém sai pra jantar, apenas pessoas ricas (militares ou cientistas).

Já no mercado, descobri que o dinheiro que nos dão não é o oficial. É um sem o selo, ou seja: sem valor real. E também, após abrir as compras, vi que TUDO estava vencido. Fiquei triste. Imaginando que se o turista pega o vencido, o que será que a população come?

METRÔ DA COREIA DO NORTE

Tive a chance de andar no metro de Pyongyang. Considerado o metrô mais fundo do mundo, tem longos 110 metros de profundidade. Dizem que isso foi feito pra poder construir os arranha-céus de Pyongyang. Como será uma cidade do futuro, um metro fundo nunca abalaria os arranha céus projetados.

Começou a ser construído em 1968 e finalizado em 1972. As 17 estações são formadas por duas linhas, mas passamos por apenas 5 (pra você ter ideia, o metro de Seoul, capital da Coreia do Sul, tem 300 estações). Muito louco imaginar como os dois países cresceram de forma tão diferente após a separação e em tão pouco tempo.

Ah! E dizem ainda, que as estações de metrô podem servir como um bunker caso acontecesse um ataque nuclear ao país.

MAIOR ARCO DO TRIUNFO DO MUNDO EM PYONGYANG:

Saindo da estação de metro, avistamos logo na saída o Arco do Triunfo coreano (maior que o da França!). Foi feito em 1945, erguido para comemorar a independência do domínio Japonês.

Lá de cima pude ver de tudo: do metro mais profundo do mundo ao famoso estádio e mosaicos gigantes da propaganda comunista. Mas e as pessoas? Sempre poucos carros e pessoas na rua.

CIRCO E LIDANDO COM O DINHEIRO EM UM PAÍS COMUNISTA:

O dinheiro mais mal gasto da minha vida por lá foi no circo: 91 reais pra ver uma apresentação que não tinha nada de especial. Porém, eu ficava sem escolha quando me levavam em algumas atrações e simplesmente diziam: “tantos dinheiros agora, me dê!” Tive que pagar pelo meu boliche e pelo boliche da minha guia, acredita? Eles me convidaram pra jogar e eu pago pra eles e pra mim. hahahah diferente. Foi apenas dois euros e cinquenta centavos por pessoa. Ah! Mas depois queriam que eu pagasse o paintball pra jogar com a galera. Eu fugi e disse que não estava bem para jogar.

Mesmo eles garantindo que o sistema de governo é perfeito e que ninguém precisa de dinheiro, os guias sempre pediam gorjeta. Quando foi a hora de dar a gorjeta para o motorista, que me custou 100 RMB (dinheiro chinês) por dois dias, meu guia falou para eu dar mais. Achei bem deselegante. Não entendi devido ao sistema deles porque queriam gorjeta. Não mesmo. Mas dei.

A guia me falou que uma amiga filha de diplomatas foi aos EUA e achou um absurdo ter que pagar pra morar e comer. Achou que era tudo caro, que não era certo. Talvez nós não sejamos mesmo certos, e seriam eles os corretos? Será que todos tem moradia e comida do governo lá? Então por que a gorjeta?

Será que são tão felizes por não saberem o que tem lá fora? Ou será que é melhor viver em uma bolha? Ou talvez nós vivemos em uma bolha? Pense nisso. Se questione sempre.

Uma amiga minha sempre me dizia que depois que se prova o doce, nunca mais se quer o amargo. Lembrando que esta é apenas a minha opinião e o que eu senti neste lugar. É a opinião de um viajante que decidiu visitar o país mais fechado do mundo com uma cabeça aberta.

VIAGEM PARA REFLETIR

viajar para a coreia do norte

Conforme os dias iam passando, a tensão ia diminuindo, e sentia que o país não é era esse bicho de sete cabeças. Talvez de três cabeças apenas. No meu último dia, pude tomar café com gringos (pois eu sempre comia sozinho) e foi bem legal ter alguém pra conversar. Dizem que todos os quartos e restaurantes tem câmeras e escutas, por isso eu tomava cuidado com tudo que falava.

Acho que vir sozinho para cá é pedir por uma viagem mais introspectiva e profunda – que também não tem nada de errado. Mas, aos poucos, a gente vai se acostumando com a solidão, eu acho.

EXISTE CARRO NA COREIA DO NORTE?

Existe carro lá sim! Há um carro para cada mil pessoas. Eles fazem compras, vão para a escola, vão ao parque, mas não todos.

Ah! Pega minha última manhã levemente conturbada: ontem me falaram que eles têm suas próprias fábricas de automóveis e excelente tecnologia. Logo pela manhã o ônibus quebra, e nós tivemos que empurrar pois não havia outro ônibus ou reparo. Rsrs. tudo no meu canal do Youtube.

CONTATO COM OUTROS PAÍSES

Apesar de terem poucas relações diplomáticas com o mundo, mantém bom relacionamento com alguns países da África. Estes são parceiros comerciais da Coreia do Norte e fazem as estátuas gigantes para eles. Nações como Laos, Camboja e Vietnã já foram muito próximos da Coréia do Norte. Pensando na história sofrida deles, tem muito em comum com o Reino Eremita.

Porém, países como o Reino Unido tem parcerias que permitem negociações comerciais e a Rússia e China são bem amigos deles.

Algumas curiosidades sobre viajar para a Coreia do Norte:

Segundo a ONU, 40% dos norte-coreanos não têm o que comer.

Eles tem mais de um milhão de pessoas de uniforme. O maior exército per capta!

Dizem que o salário médio da população é de 600 reais por ano.

Jornalistas que vão viajar para a Coreia do Norte usam uma marca no braço o tempo todo.

Mulheres não podem pintar a unha ou o cabelo. Isso é uma medida do líder para que todos sejam iguais.

Tanto homens quanto mulheres têm que ter o cabelo com um corte pré-aprovado pelo líder (são 5 opções para os homens e 15 para as mulheres).

Existe uma livraria internacional, onde tudo é bem simples, mas me marcou pois foi o único momento em que vi crianças brincando e se divertindo no parque em frente.

VIAJARIA PARA A CORÉIA DO NORTE OUTRA VEZ?

Certamente, a Coreia do Norte é um lugar diferente de qualquer outro que você irá visitar, isso eu te garanto. Ainda que o país tenha um alto custo (leia o post sobre isso), não me arrependo de nada.

Nesta minha viagem a Coréia do Norte eu fiz amigos, senti medo, senti poder, ganância e megalomania, além de muita saudade de casa. Mas, acho que de tudo que aprendi neste país, foi que ser livre, será sempre o maior presente que eu poderei ter.

Sou feliz de estar de volta, de ter recuperado minha liberdade e, mesmo morando em um país de terceiro mundo, muito alegre de ser brasileiro! E você? O que achou da Coreia do Norte? IRIA PARA LÁ nas próximas férias?

Veja também cinco motivos para viajar para a Polônia.

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