Já fez uma viagem com uma programação tão intensa que voltou para casa pensando “preciso de férias”? Então, você passou longe do conceito de slow travel, que é o contrário da prática do turismo acelerado.
Para você entender melhor sobre do que se trata o slow travel e por que ele é uma tendência para as viagens, fizemos esse post te explicando tudo e te dando exemplos de como montar um roteiro onde o foco não é completar um enorme checklist de pontos turísticos.
Menos pressa e mais conexão
Não se trata de diminuir a quantidade de viagens ou visitar menos pontos turísticos. O objetivo de quem faz uma viagem mais lenta é aproveitar com qualidade de tempo.
O slow travel é um estilo de viagem que prioriza a calma para realizar programações, aumentar a atenção sobre aquilo que está sendo feito e, assim, se conectar melhor com o destino. Tudo isso, de forma em que não há um desgaste físico e mental de um roteiro intenso, que esgota sua energia.
A ideia tem ligação com o conceito de slow food, criado na Itália, como oposição ao fast food. Nele, há uma valorização do cultivo, preparo e degustação feitos de forma lenta, consciente e sustentável, beneficiando todos do ciclo alimentar.
Quando você opta por dedicar o tempo a programações mais lentas, a experiências que não correm contra o tempo e busca atividades mais autênticas, isso tudo está alinhado ao slow travel.
Como o slow travel funciona na prática?
Você tem 1 semana para fazer uma viagem. No turismo acelerado, você pode escolher 4 cidades para visitar em 7 dias ou colocar programações em todos os dias, da manhã à noite, que vão exigir deslocamentos longos, tours apressados e tempo restrito para cada atividade.
Já no slow travel, você ficará 1 semana em 1 destino. No máximo, vai fazer algum bate-volta curto nas proximidades apenas em 1 dos dias, de forma livre e sem roteiro rígido. Vai equilibrar os dias entre visitar pontos turísticos famosos e turnos sem programação, que vão te permitir escolher o que fazer de acordo com o que você se interessar ao começar a conhecer o lugar.
A ideia de um turismo lento é permitir que você possa conhecer, se surpreender, descansar e, assim, ter uma viagem mais confortável. Isso tende a tornar as experiências mais proveitosas, faz você sair da bolha turística e ter uma visão diferente de um destino.
Dicas para praticar o slow travel
- Reserve um hotel boutique ou um apartamento para sua estadia
- Visite mercados de bairro e cafés pequenos frequentados por locais
- Não coloque prazos de tempo para suas visitações
- Evite tours que visitam muitos lugares em poucas horas
- Escolha uma atividade cultural para fazer ou conhecer, como aula de culinária, de artesanato ou apresentações de dança
- Respeite seu tempo de descanso
Exemplos de destinos ideais para slow travel
- Pequenas cidades históricas
- Regiões vinícolas
- Vilarejos próximos de parques ou em contato com a natureza
- Parques com opções de hospedagem
- Destinos com forte identidade cultural
Considerações
Para quem tem interesse no slow travel, o objetivo não é acumular carimbos, mas memórias de experiências tranquilas, ricas e proveitosas. Essas experiências mudam a percepção de uma viagem e de um destino.
E você, tem curiosidade de praticar o slow travel ou já fez alguma viagem desse estilo? Comente abaixo!



