WTTC recomenda padronização do passaporte de vacina; confira principal alternativa

Iata Travel Pass WTTC padronização do passaporte de vacina
Figura: International Air Transport Association (Iata)

Será que a padronização do passaporte de vacina em viagens internacionais está próxima? Pelo menos é isso que o World Travel & Tourism Council (WTTC), traduzido como Conselho Mundial de Viagem e Turismo, defende. No último relatório sobre impactos e tendências para o setor no segundo semestre de 2021, a entidade se posicionou a favor da adoção de soluções para a flexibilização das viagens. Mas, a principal delas, foi o apoio à unificação dos documentos comprobatórios de vacina e teste de covid-19 ao redor do mundo.
De acordo com o Global Economic Impact & Trends 2021, divulgado pela instituição no início desta semana, enquanto os documentos não forem adotados de maneira uniforme, dificilmente será possível voltar a viajar pelo mundo como antes. Atualmente, existem diversos formatos de comprovação de recebimento das doses da vacina ou do teste negativo para covid-19. No entanto, até o momento, cada país e companhia área vem definindo suas regras e restrições individualmente.
“O WTTC acredita que os governos em todo o mundo devem tirar proveito de seus lançamentos de vacinas, o que poderia aliviar significativamente as restrições de viagens”, comunicou o Conselho na publicação assinada pela vice-presidente sênior Virginia Messina.

“A rápida recuperação do setor só será possível se lideranças e órgãos públicos tiverem uma resposta coordenada à retomada das viagens internacionais, incluindo roteiros, regras e protocolos de mobilidade, proporcionando segurança e restaurando a confiança do consumidor”, completou.

Por isso, a entidade aproveitou o relatório para se posicionar sobre as soluções que identifica como viáveis para a retomada do turismo ao redor do mundo. Dentre as medidas, o WTTC incentiva a padronização de protocolos nos países.
Para apoiar a recuperação do setor, é necessária uma abordagem coordenada, consistente e transparente para permitir viagens seguras. Neste contexto, o WTTC, ao lado de seus membros, governos, especialistas em saúde e outras associações do setor, trabalharam juntos para desenvolver protocolos de viagens seguros, harmonizados e eficazes para 11 indústrias em todo o setor de viagens e turismo para acelerar a recuperação”, explicou. 
“Ter protocolos de saúde e higiene harmonizados e claros apoia o setor na reconstrução da confiança do viajante, com a garantia de uma experiência segura, protegida e contínua. Na verdade, se cada destino ou empresa tiver diferentes padrões, os viajantes terão dificuldade em acompanhar“, pontuou o Conselho.

Em busca de unificar os protocolos

Enquanto o mundo testa a utilização de protocolos e formatos de documentos para o trânsito de turistas em viagens internacionais, o WTTC desenvolve o programa Safe & Seamless Traveler Journey (SSTJ). O objetivo deste trabalho é estudar soluções de implantação de regras mais práticas e seguras, principalmente entre fronteiras. 
É devido o SSTJ, com apoio de instituições que colaboram com o projeto, por exemplo, que iniciativas como o teste de contaminação e os certificados digitais para viagens são medidas aplicadas atualmente. No entanto, após quase um ano e meio de pandemia, o WTTC anunciou no relatório que segue na busca por alternativas que flexibilizem ainda mais as viagens internacionais.
“A iniciativa de testes SSTJ se concentra na avaliação e promoção de testes rápidos, de baixo custo e acessíveis para viajantes. Dado que levará vários anos para vacinar a população mundial, os testes para viagens precisarão coexistir ao lado vacinação por algum tempo. Infelizmente, alguns desses testes, particularmente os testes de reação em cadeia da polimerase (PCR), são de custo proibitivos, demorados e são instrumentos médicos não projetados para uso em um contexto de viagens internacionais”, posicionou o WTTC.
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“WTTC portanto, defende o uso de soluções de teste rápidas e menos intrusivas, como antígenos ou testes moleculares, ou novos abordagens de teste”, completou a organização.

O mais próximo da unificação até agora

Uma das parceiras do WTTC no processo de padronização do passaporte de vacina em viagens é a International Air Transport Association (Iata), traduzida como Associação Internacional de Transportes Aéreos. Defendendo a apresentação de comprovantes de vacinação e testes contra covid-19, a Iata desenvolveu um suporte digital para países e companhias aéreas. O Iata Travel Pass é uma das medidas mais adotadas na flexibilização de viagens. Atualmente, diversas empresas adotam a solução sob período de teste.
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O aplicativo ainda está em fase de avaliação usando a experiência de empresas e viajantes. Para os passageiros que realizarão viagens com uma das companhias aéreas adeptas do Iata Travel Pass, o aplicativo é requisito de embarque. O suporte está disponível para download na Apple Store (IPhone) e na Play Store (Android).
A grande vantagem de adotar uma única solução para informações sobre os viajantes, como citado pelo WTTC, é facilitar as burocracias de viagem. Tanto para passageiros, quanto para empresas e nações. No caso do Iata Travel Pass, a principal função do aplicativo é armazenar dados de testes de contaminação para a covid-19 e informações de vacinação.
Além disso, durante a atual fase de testes, a Iata também agregou ao aplicativo a possibilidade de cadastrar os dados do voo e receber informações sobre as regras para desembarque no destino. Além disso, o dispositivo também encaminha uma mensagem informando se o passageiro está apto ou não a realizar a viagem dentro das exigências.

Empresas que estão usando o Iata Travel Pass 

Empresas usando o Iata Travel Pass para unificar protocolos de viagem

O Brasil no cenário das viagens

O Brasil é um país que está na lista de altos índices de contaminação e diversas nações estão impedindo a nacionalidade em seus território. Isso justifica, por exemplo, os índices apresentados pelo WTTC com dados de que o Brasil teve destaque no turismo nacional no último ano.

Nos países que autorizam a entrada da nacionalidade, as regras de vacinação e teste RT-PRC com resultado negativo são as documentações fundamentais, na maioria dos casos. Mas, cabe ao viajante buscar informações sobre as medidas adotadas em cada companhia aérea e cada país antes de embarcar.

No Brasil, ainda não existe uma padronização do passaporte de vacina para viagens internacionais. Entretanto, um documento semelhante já circula dentro do país: o Conecte SUS. Confira mais aqui!

Ainda que o setor de viagens e turismo tenha caído economicamente em 2020, os países americanos apresentaram o menor impacto. “Com um declínio de 42,4% no PIB de viagens e turismo em 2020, as Américas foram a grande região menos afetada globalmente”, apresentou o WTTC.

Segundo o Conselho Mundial de Viagem e Turismo, o índice de prejuízos financeiros no continentes foi menor devido à compensação através do turismo nacional. Esse aspecto é um destaque, principalmente, dos países da América do Sul e América do Norte. Sobretudo, ao comparar 2019 e 2020, foi constatado que as viagens domésticas a lazer subiram de 82% para 91%.

Ademais, o próprio Brasil foi destaque no relatório da WTTC pelo turismo doméstico e subiu no ranking mundial de arrecadação com viagens e turismo.

Movimentação total com viagem e turismo (em bilhões de dólares)

Contribuição do Brasil com viagem e turismo na perspectiva mundial
Figura: Global Economic Impact & Trends 2021

Movimentação doméstica com viagem e turismo (em bilhões de dólares)

Contribuição do Brasil em viagem e turismo na perspectiva nacional
Figura: Global Economic Impact & Trends 2021

A WTTC sobre o passaporte de vacina da UE

No início de julho, a União Europeia (UE) adotou um documento interno para os cidadãos do bloco. A padronização do passaporte de vacina para os países membros está sendo utilizado justamente para facilitar a circulação entre fronteiras. Com a implantação da solução, o Conselho Mundial de Viagem e Turismo fez uma publicação sobre o assunto.
“O certificado é um grande exemplo e deve auxiliar no retorno de uma viagem internacional segura, ajudar a recuperar empregos e sinalizar o renascimento de um setor que será crítico para a recuperação econômica em todo o continente”, comentou a vice-presidente sênior do WTTC.
Ainda assim, Virginia Messina ressaltou a necessidade do bloco usar o passaporte de vacinação com o objetivo de facilitar a vida dos viajantes.
“Gostaríamos de elogiar a Comissão e as instituições da UE por adotarem isso rapidamente, no entanto, os Estados-Membros da UE devem adotar uma abordagem coordenada e harmonizada, alinhando políticas para evitar a fragmentação e confusão entre os turistas que precisam de regras e regulamentos fáceis de entender para fazer viagens durante este momento difícil”, destacou.
Em resumo, as primeiras alternativas começam a surgir seguindo as ideias que o WTTC pretende implementar. Entretanto, tudo ainda está em fase de adaptação e passará por avaliações antes da popularização ou adoção como regra de viagem. Mas, com o encaminhamento das vacinações contra a covid-19, essa realidade pode estar cada vez mais próxima. Quem sabe, em breve, estaremos quase livres para voltar a viajar.
O que você acha da padronização do passaporte de vacina? Será que vai funcionar? Comente aqui sua opinião e expectativas sobre os avanços para as viagens internacionais.
Além disso, fique de olho aqui no EPM pois vamos continuar te atualizando sobre as novas regras, restrições e reaberturas para viagens internacionais.
 
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Escrito por Milena Lopes

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