Relato e dicas de quem pegou covid numa viagem ao Exterior

Relato e dicas de quem pegou covid numa viagem ao Exterior

Com o surgimento da variante ômicron a contar do final do ano passado, muitas pessoas em viagem ao Exterior foram surpreendidas com resultados positivos para a covid-19, impossibilitando o retorno ao Brasil conforme programado. E, eu e minha família fizemos parte desse grupo de viajantes que foram “covidados” a ficar mais tempo do que o esperado em um destino. Saiba nesse post como foi essa experiência e anote as dicas para tentar amenizar os efeitos de um imprevisto como esse!

A viagem

Embarquei com meu marido e filhos para Chicago – EUA no dia 25 de dezembro de 2021.

A “Windy City”, assim denominada em razão da ventania característica da cidade, nos conquistou. A cidade é linda e acolhedora.

O Estevam tem mais de um vídeo com ótimas dicas para explorar a cidade. Esse aqui de baixo é um deles:

Enfim, após aproveitarmos muito a cidade, chegou o dia de voltar ao Brasil – 01 de janeiro de 2022. Fizemos o checkout no hotel e nos dirigimos a um dos postos para realização de teste gratuito. Nesse POST, compartilhei com vocês essa informação preciosa sobre onde conseguir fazer de graça testes de covid-19 nos EUA.

A notícia bomba

Considerando as atuais regras para entrada no Brasil, que você pode conferir AQUI, optamos por fazer o teste antígeno. Quase que imediatamente os resultados nos foram antecipados verbalmente: eu e meu marido testamos “negativo”, mas meus dois filhos testaram “positivo”!

A orientação foi, por óbvio, que meus filhos não podiam viajar e que precisavam se isolar num hotel de nossa escolha.

Eu fiquei sem chão. O que eu mais temia (e a maiorias dos viajantes também teme) aconteceu, apesar de estarmos vacinados (eu, inclusive com reforço), com exceção do meu filho que em razão da idade ainda não estava imunizado, e de termos tomado todos os cuidados (uso de máscaras e higienização das mãos com álcool em gel a todo momento).

Parece que nunca vai acontecer com a gente, mas é fato que a vacinação e os cuidados não nos blindam e imprevistos como esse podem acontecer, em especial num momento em que uma nova variante com alta capacidade de transmissão está circulando.

Para vocês terem uma ideia, durante a nossa viagem, os EUA chegaram a bater 1.4 milhões de casos por dia (quando na mesma época o Brasil atingia por volta de 6 mil casos diários). As chances de contaminação se tornaram muito altas do dia para a noite.

O que fizemos

A situação estava posta e não adiantava bater o pé, tínhamos que enfrentá-la. O que fizemos:

  • Voltamos para o nosso hotel, relatei ao recepcionista o ocorrido e pedi o apoio dele para contatarmos a cia aérea;
  • Consegui deixar em aberto as passagens, exceto a do meu marido que precisava retornar ao Brasil para resolver outro problema (esse fator, acentuou a minha tensão, porque eu precisava ficar bem para cuidar dos meus filhos e não sabia como eles reagiriam ao vírus);
  • Contratamos mais uma diária no hotel para resolvermos as coisas com mais calma;
  • Acionei o meu seguro-viagem, que contava com cobertura para covid-19 e indenização em caso de extensão de estadia;
  • Procurei e encontrei um novo hotel mais barato (pois, a indenização ainda estava sujeita à avaliação pela Seguradora), nas redondezas ao qual pudéssemos chegar a pé (a fim de não expor ninguém a riscos) e que contasse com micro-ondas e frigobar para que eu pudesse preparar algumas refeições e assim economizar um pouco;
  • Fui à farmácia comprar medicamento para febre (meu filho ficou febril por dois dias), vitaminas, máscaras, álcool em gel e demais produtos essenciais para a nossa estadia sem prazo de validade; e
  • No dia seguinte, nos mudamos para o novo hotel.

A espera pelo resultado negativo

Os resultados positivos dos meus filhos foram dados no sábado, dia 01 de janeiro de 2022. Na segunda-feira, realizamos novos testes: nessa oportunidade minha filha já testou negativo, meu filho seguiu no positivo e eu, apesar da tentativa de não me contaminar mediante distanciamento e uso de máscara até para dormir (assim como as crianças), testei positivo!

Como minha filha havia negativado, ela passou a sair para comprar comida e pegar o café da manhã do hotel.

Na quarta-feira, eu e meu filho fizemos o teste novamente e ele já testou negativo. Só faltava eu!

Passei a testar todos os dias na ânsia de ter o “alvará” para voltar para casa. O fato de não ter que pagar pelos testes foi um dos muitos motivos de gratidão que tivemos durante esse momento de dificuldade, porque se eu tivesse que pagar pelos testes, não os faria com essa periodicidade e talvez perderia a chance de voltar mais rápido para casa.

A partir da sexta-feira, sai do isolamento em razão das novas regras do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) que reduziram a quarenta para cinco dias em caso de contaminados sem sintomas, o que representou uma valiosa sensação de liberdade.

Finalmente, no domingo pela manhã, após mais uma semana de estadia forçada nos EUA, meu resultado negativo chegou. Chorei no meio da rua ao ler o e-mail que significava o sinal verde para retornarmos ao país!

A remarcação do voo

Minhas passagens estavam em aberto no Programa Miles & Go da TAP, por onde as resgatei para voar com a United. Assim que cheguei no hotel, iniciei sucessivas ligações para a Central da TAP a fim de remarcar as passagens. Foram horas de tentativas, com o meu marido aqui do Brasil também tentando contato com a Central.

Somente após muitas horas, consegui ser atendida e tive a informação de que a remarcação seria taxada porque os testes positivos de covid-19 que eu havia enviado quando do meu primeiro contato com a central para deixar as passagens em aberto ainda estavam em avaliação e sua finalização poderia levar até noventa dias.

Vale lembrar que, de acordo com as regras atuais para cancelamento e remarcação que compartilhamos AQUI, eu precisava contar com o bom senso da TAP para não me cobrar as taxas de remarcação.

Como, por óbvio, eu não podia esperar noventa dias, decidi resgatar novas passagens com milhas para, posteriormente, solicitar o reembolso das passagens que estavam em aberto sem penalidades.

E, assim consegui três passagens na classe executiva da United para o dia seguinte. Os humilhados foram exaltados!

Final feliz

Após dezessete dias em Chicago (quando, inicialmente, deveriam ser somente sete), voltamos para o Brasil com o sentimento mais forte do que nunca de que é bom viajar, mas voltar para casa é melhor ainda.

O que podemos aprender com esse perrengue chique?

  • Imprevistos na vida acontecem, inclusive quando viajamos
  • É preciso pesar na balança os prós e contras de viajar na pandemia
  • É preciso se conscientizar que o risco de contaminação em viagem existe
  • É indispensável ter um seguro-viagem com cobertura para covid-19 que inclua indenização em caso de quarentena/extensão de estadia
  • É necessário levar uma reserva de dinheiro em espécie para gastos extras em caso de imprevistos
  • Além do dinheiro, é aconselhável levar um cartão de crédito com limite disponível para emergências
  • Leve seu notebook para trabalhar remotamente, se necessário
  • Milhas são vida porque podem ser a solução para encontrar uma passagem de última hora sem ter que deixar os dois rins para trás. Por isso, você está esperando o quê para fazer o Curso “Viajando com Milhas, do Estevito? As vagas estão abertas aqui!

Considerações finais

O objetivo desse post não é assustar ninguém, mas alertar que em meio a uma pandemia estamos suscetíveis a passar por situações como essa e precisamos ter consciência disso, bem como estratégias de como melhor enfrentar um desafio como esse!

Conta pra gente aqui sua dúvida ou opinião na caixinha de comentários! Fique ligado aqui no Blog EPM e não perca outras notícias como essa e aproveite para seguir o meu perfil no Instagram @quevoceviaje, onde compartilho experiências, roteiros e dicas para que você viaje!

Até o próximo post!

Juliana Molinari (@quevoceviaje)

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Escrito por Juliana Molinari

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