10 verdades e curiosidades sobre a Coreia do Norte

10 verdades e curiosidades sobre a Coreia do Norte

Entrar na Coreia do Norte, o país mais fechado do mundo, não é tão simples quanto a maioria das viagens. Mas, consegui visitar este lugar tão curioso e, por ele gerar tanto interesse devido suas regras e leis tão particulares, trouxe algumas verdades e curiosidades sobre a Coreia do Norte neste post

Esse é um território que vive sob uma realidade intrigante para nós. Por isso, reuni algumas dúvidas que as pessoas costumam ter sobre este país e explicar com alguns detalhes como é viajar a este lugar tão isolado.

1 – Uma vez dentro do país, você está incomunicável

Depois que você entra na Coreia do Norte, não é possível se comunicar com amigos ou familiares que estão no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo. Seja para realizar ligações ou utilizar a internet, nada disso será possível durante sua estadia.

E isso não é uma limitação apenas para turistas. Os norte-coreanos também não possuem contato com o exterior e rede que eles utilizam para conexão é uma intranet. Ou seja, toda informação que eles acessam é do próprio país e controlada pelo governo.

2 – Não é possível ver o líder da Coeria do Norte na viagem

Não há grandes chances de ver o atual líder do país, caso você esteja visitando a Coreia do Norte. Por tudo ser altamente limitado e controlado, inclusive os passeios que você realiza, encontrar autoridades é praticamente impossível.

Existe uma excursão para a maratona de Pyongyang e, talvez, essa possa ser uma chance de vê-lo, pois ele costuma comparecer em alguns eventos esportivos. Mas isso não é uma garantia.

3 – É proibido usar itens religiosos ou que ilustrem outros países

O escapulário (cordão com imagens católicas) é apenas um dos objetos que são proibidos de serem utilizados dentro da Coreia do Norte. A verdade é que nenhuma expressão de religiões externas é autorizada dentro do território.

Neste país, a “religião” é o próprio sistema de governo. A população não possui o conhecimento sobre as diversas crenças que o restante do mundo possui, e, por isso, não existem igrejas, mesquitas ou sinagogas, por exemplo.

Na República Popular Democrática da Coreia (que eles consideram como toda a ilha que abrange Coreia do Sul e do Norte), apenas os três líderes da família Kim, responsáveis pelo regime autoritário de governo do país desde o fim da Segunda Guerra Mundial, são admirados e venerados pelo povo.

Itens, como bandeiras de países (principalmente dos Estados Unidos) e até roupas no tecido jeans também não são recomendadas. O conselho é não colocar estes itens na bagagem.

4 – O acesso a partir de outros países é limitado, mas o visto é fácil

A maneira que os estrangeiros tem de acessar a Coreia do Norte, normalmente, é voando de Pequim, na China, ou de Vladivostok, na Rússia, para Pyongyang, capital da Coreia do Norte.

Mas, as passagens não encontradas pela internet como costumamos fazer para viajar para a maior parte do mundo. É preciso contratar uma agência e comprar um pacote fixo que oferece as possibilidades de transporte para o país.

A variedade de empresas não é grande e todas são credenciadas pelo governo como responsáveis por guiar o turismo para a Coreia do Norte.

Por incrível que pareça, não é difícil conseguir um visto para o país mais fechado do mundo. Mediante pagamento com estas agências responsáveis, elas mesmas conseguirão o documento de autorização de viagem.

No período da minha visita a Coreia do Norte, paguei €50 pelo visto. E ele não é colado no seu passaporte, como normalmente é feito pelos países para onde viajamos. O documento de entrada na Coreia do Norte é um papel avulso que você apresenta no desembarque e embarque (ida e volta). Infelizmente, ele não fica como recordação da viagem, pois, normalmente, é retido na fronteira quando você está indo embora.

Você pode conferir detalhes sobre valores da minha viagem à Coreia do Norte aqui!

5 – É possível mudar de cidade dentro do país durante a visitação

Quem vai à Coreia do Norte não precisa se limitar a conhecer Pyongyang. Aliás, uma vez que você já entrou no país, aproveite para ir aos destinos menos famosos também.

Muita gente que viaja para este território opta pelo turismo expresso, de 24 a 48 horas. Mas, é possível ampliar a estadia um pouquinho e ficar alguns dias mais. É uma boa oportunidade de vivenciar o dia a dia esse lugar e conhecer o interior da Coreia do Norte, que é muito diferente da capital.

6 – Pequenas ações podem ser um delito grave

Como um viajante que registra tudo e disponibiliza muita coisa internet, para mim, e para outras pessoas, existe uma certa apreensão sobre o que fazer, o que pode gravar ou tirar fotos no país.

E o maior desconforto nisso tudo é pelo risco deles interpretarem os registros de uma maneira distorcida e acabarem desconfiando que estamos fazendo algo para usar contra eles.

Se você não conhece o caso do estadunidense Otto Warmbier, vou te contar este exemplo para você ter ideia. Ele foi visto por uma câmera de segurança tentando roubar um pôster de uma parede na Coreia do Norte, e, por causa disso, acabou sendo preso, foi torturado, ficou em coma e acabou morrendo.

Então, é preciso ter cuidado com suas ações, gestos e o que fala, por precaução.

7 – Sua mala, celular e computador serão revistados

Normalmente, passamos pela segurança do aeroporto para conferir se nossas bagagens têm itens proibidos através de raio-x. Mas, na Coreia do Norte a revista é super criteriosa e uma leitura visual da sua mala pelo aparelho não é suficiente.

Mais do que objetos proibidos de transporte, eles irão vasculhar a sua bagagem em busca de produtos ou itens comercializados fora do território que não sejam autorizados no país. Isso inclui cosméticos, conteúdos multimídia, itens religiosos, materiais que critiquem a Coreia do Norte e fotos de pessoas desnudas – ainda que seja de forma parcial e estejam no celular ou impressas.

Sim, até o seu celular e o seu notebook serão revistados na sua entrada ao país para constatar que você não está levando nenhum arquivo ou conteúdo considerado proibido. Os seguranças podem conferir a sua galeria e os documentos armazenados nos dispositivos e qualquer coisa que esteja pregando ou defendo religiões, o capitalismo ou contrariando as regras adotadas pelo país, são proibidos de estarem em seus eletrônicos.

O curioso é que para sair do país a segurança do aeroporto não é tão criteriosa quanto para entrar. Acredito que a maior preocupação deles é que informações de fora e conteúdos de outros países cheguem até a população. Mas, trazer para casa fotos e vídeos que você fez durante sua viagem, contanto que com orientação dos guias de turismo, não será um problema.

8 – Talvez você seja observado ou escutado em alguns ambientes

Talvez nunca tenha certeza disso, mas desconfio que os quartos de hotéis podem ter escutas para supervisionar os visitantes que vão à Coreia do Norte. Especificamente no quarto em que estive, a mesa de cabeceira era chumbada e cheia de fiações. O motivo disso? Não sei.

Mas, acredito que pode haver algum sistema de supervisão para garantir que, mesmo dentro da privacidade do seu quarto, você não estará infringindo as normas do país.

9 – O idioma coreano é o mesmo no Sul e no Norte

O que muda entre a forma de falar do nativos da Coreia do Sul e Coreia do Norte é o sotaque. Mas, as duas nações falam o mesmo idioma. Aliás, para a Coreia do Norte, não existe divisão entre os países. O território sul é apenas uma área “rebelde” que eles acreditam que, um dia, se unificará novamente.

Por enquanto, a língua coreana é uma das poucas coisas que eles compartilham em comum.

10 – Eles têm a pior companhia aérea do mundo

Aeronaves da marca russa Tupolev fazem parte da frota de aviões operados pela Air Koryo (antiga CAAK), companhia aérea da Careia do Norte. No entanto, os modelos são do tempo em que a União Soviética ainda existia, ou seja: nada modernos.

A Sky Trax, um site que faz rankings de avalição das empresas aéreas do mundo inteiro, considera a companhia norte-coreana a pior do mundo, com apenas uma estrela.

Até pouco antes da queda do Muro de Berlim, existia um voo de Pyongyang para a Berlim Oriental e era uma das rotas mais longas operadas pela empresa (considerando que era preciso parar apara abastecer no caminho). Mas, depois da década de 80, essa e outras rotas que ligavam a Coreia do Norte a alguns países europeus deixaram de ser operadas.

Inclusive, a Air Koryo hoje é proibida de voar pelo espaço aéreo da União Europeia. O bloco alega que as aeronaves tenham problemas de manutenção e que a companhia aérea não segue todas as regulamentações necessárias e exigidas pelos países do grupo para sobrevoar seus territórios.

Confira aqui a minha experiência voando na Air Koryo!

Curiosidade extra: o turismo está proibido

Apesar de já ter visitado o país uma vez, a possibilidade de voltar a atravessar a fronteira não é como em qualquer país. Antes da pandemia, o turismo já era bastante limitado e, depois da contaminação global pelo coronavírus, nenhum turista foi autorizado a viajar à Coreia do Norte desde então.

As únicas pessoas que, nos últimos anos, entraram no território foram alguns chineses, diplomatas e militares de outras nações.

Gostou de saber mais sobre este país? Que tal conferir os detalhes deste post em forma de vídeo? Gravei essas 10 verdades e curiosidades sobre a Coreia do Norte e você pode assistir lá no meu canal!

Ficou ainda mais curioso sobre minha viagem ao país mais fechado do mundo? Tenho uma série completa gravada dentro do território mostrando minhas experiências e os lugares que visitei! Confira!

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Escrito por Lucas Estevam

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