Perrengue em Paris – Saiba como funciona o trem RER

As linhas de trem RER, que atendem Paris, têm suas peculiaridades e conhecê-las é essencial para tentar evitar alguns perrengues. Sou Juliana Molinari, criadora do @quevoceviaje, e neste post vamos falar sobre o perrengue chique que passei em Paris e aprender com essa minha experiência como tentar evitar dor de cabeça na hora de usar o RER na Cidade Luz.

Imagem: paris.ticketbar.eu

Então, senta que lá vem história!

É inegável que Paris é exuberante, rica em história, gastronomia, arquitetura, moda… mas, como qualquer outra cidade extremamente turística, seus visitantes estão sujeitos a passarem por alguma situação desagradável, normalmente denominada como pega turista.

E foi justamente uma situação como essa que vivenciei na minha primeira vez em Paris, há mais de dez anos. Havia viajado com o meu marido para lá e deixado aqui no Brasil a nossa filha que tinha, aproximadamente, uns três anos. Embarcamos para Paris com uma encomenda dela para nós. Na época, o filme do Shrek com sua família estava no auge e ela queria muito a boneca da filha do Shrek. Pois bem, a missão tinha sido dada e tinha que ser cumprida.

Então, lá em Paris, nós começamos a saga de procurar a tão desejada boneca. Fomos até a Galeries Lafayette e não encontramos, mas pedimos auxílio a um vendedor que nos aconselhou a ir a uma grande loja de brinquedos, localizada num shopping um pouco distante do centro de Paris, mas com acesso muito fácil ao transporte público, indicando, inclusive, a estação de trem que a gente precisaria descer.

Chegando no guichê de venda dos tickets do trem, eu informei para a atendente que eu precisava chegar naquela estação informada pelo vendedor da Galeries Lafayette. Ela nos forneceu os tickets, pagamos e embarcamos no trem. Chegando na estação destino, pegamos os nossos bilhetes porque já sabíamos que precisaríamos deles para poder sair da estação, e que, lá em Paris, como em outras cidades da Europa, é obrigatório portar o ticket durante toda a viagem (para exibi-los caso algum agente solicite, sob pena de multa).  

Ocorre que ao passarmos com os tickets nas catracas para sair da estação, as catracas travaram. Mudamos de catracas e nada, não conseguíamos passar por elas. Nisso, chegou um agente que pediu para a gente exibir os tíquetes, nós muito confiantes, porque estávamos preparados para exibi-los, mostramos os tíquetes para o agente que virou pra gente e disse de forma muito objetiva que tínhamos cometido uma infração e por isso, cada um de nós deveria pagar uma multa, na época, em torno de 30 EUR.

Espontaneamente, virei para ele e disse “Are you kidding?” (Você está brincando?) Ele muito sério me respondeu que não pois, era uma autoridade. Engoli a seco a reposta. Em ato contínuo, ele adota o seguinte discurso “Vão querer pagar com dinheiro ou cartão de crédito”?

A gente não estava acreditando no que estávamos passando, mas era real e oficial: os tickets que foram vendidos pra gente não eram válidos para aquela estação que tentando sair, a gente deveria ter comprado outros tickets, próprios para a zona em que se encontrava a estação de desembarque.

Pois bem, não havia outra alternativa a não ser pagar as duas multas e assim fizemos.

Saímos da estação de trem, entramos no shopping e encontramos a boneca, que acabou custando muito menos do que a soma das multas que nós tivemos que pagar. Mas, no final da história, aprendemos mais uma e no retorno para nossa casa, ao presentearmos a nossa filha, fomos recompensados com a alegria dela em receber a tão esperada boneca.

Uma coisa é certa, perrengue vivido pode se tornar uma bela dica para que outras pessoas não passem pela mesma situação.

Então, o que aprendemos com esse perrengue?

Apesar de que, hoje a compra do ticket de trem/metrô em Paris é bem mais fácil, porque você consegue comprá-lo no autoatendimento, bastando indicar no equipamento para onde você quer ir e a máquina já providencia o ticket certo, é bom saber que as tarifas dos trens RER dependem da distância. Quando se circula pelo centro de Paris (zona 1), o preço é um, mas se o destino é outro lugar, o preço é outro também e é preciso comprar uma passagem válida para a zona desse local. 

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E você, já passou por algum perrengue semelhante? O que fez? Conseguiu resolver? Conte pra gente na caixinha de comentários logo abaixo desse post. E, não deixe de dar uma olhada no @quevoceviaje e, se curtir, é só seguir e acompanhar os meus posts feitos para que você viaje!

Um beijo e até o próximo post!

Juliana Molinari (@quevoceviaje)

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