IATA divulga média de preços dos testes RT-PCR para covid-19 em 16 países

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Na última terça-feira (4), a IATA (Associação Internacional do Transporte Aéreo) divulgou uma pesquisa feita em 16 países sobre os preços dos testes RT-PCR para covid-19. Os exames, que são uma das principais exigências para viagens internacionais, variam de gratuitos até mais de US$ 400

De acordo com os dados publicados pela IATA, a média entre os países pesquisados é de que os testes de contaminação pelo coronavírus custam entre US$ 90 e US$ 208. No entanto, os valores que cada nações oferta podem variar ainda mais. Isso porque, segundo a associação, alguns testes custam mais caros que as próprias passagens, a depender do trecho.

Em contraponto, a França, por exemplo, é o único país entre os 16 em que o governo custeia os testes RT-PCR dos turistas. Inclusive, a ação de não cobrar pelo exame é uma orientação dos Regulamentos Sanitários Internacionais da Organização Mundial de Saúde. Segundo as diretrizes, o fato dos países arcarem com a despesa de testes e emissão de certificados ajudam a incentivar o retorno do turismo. 

“Os custos dos testes não devem impedir as pessoas de sua liberdade de viajar. A melhor solução é que os custos sejam suportados pelos governos. É sua responsabilidade, de acordo com as diretrizes da OMS. Não devemos permitir que o custo do teste – particularmente o teste de PCR – limite a liberdade de viajar para os ricos ou aqueles que podem ser vacinados”, posicionou Willie Walsh, diretor geral da IATA.  

Sendo assim, para apresentar o cenário de valores dos exames, a associação pesquisou os preços dos testes para covid-19 na Austrália, Brasil, França, Alemanha, Indonésia, Japão, Malásia, Nova Zelândia, Filipinas, Cingapura, Coréia do Sul, Suíça, Tailândia, Reino Unido, EUA e Vietnã. No entanto, destaca-se que entre estes 16, nem todas as nações exigem testes RT-PCR para viajantes. 

Confira a média de preços dos testes RT-PCR para covid-19 

Média de custos dos testes de covid-19 pesquisados pela IATA

Valores aproximados do teste RT-PCR para covid-19 nos países

Alemanha – US$ 80 a US$ 240

Austrália – US$ 75 a US$ 90

Brasil – US$ 50 a US$ 60

Coreia do Sul – US$ 110 a US$ 360

Estados Unidos – US$ 85 a US$ 250

Filipinas – US$ 75 a US$ 105

França – sem custo para viajantes

Indonésia – US$ 55 a US$ 95

Japão – US$ 275 a US$ 370

Malásia – US$ 25 a US$ 145

Nova Zelândia – US$ 95 a US$ 175

Reino Unido – US$ 95 a US$ 420

Singapura – US$ 90 a US$ 155

Suíça – US$ 130 a US$ 220

Tailândia – US$ 60 a US$ 265

Vietnã –  US$ 30 a US$ 195

Testes a preço de passagem

Com base na pesquisa, a IATA ainda explanou de que maneira os altos custos dos testes para covid-19 podem atrapalhar os planos dos turistas.

Para exemplificar, antes da crise sanitária internacional, a média de custo de uma passagem por trecho era de US$ 200. Logo, numa viagem de ida e volta, os viajantes gastavam uma média de US$ 400. 

Tomando como base um teste RT-PCR “barato”, o valor do exame seria de US$ 90. No entanto, numa viagem de dois trechos será necessário dois exames, um para a ida e outro para a volta, e o passageiro precisaria desembolsar US$ 180. Ou seja, o valor total dos exames alcança quase o preço de uma passagem. Além disso, a IATA reforça que estes valores são correspondentes para uma única pessoa. Sendo assim, em casos de viagens em família, os custos ficam mais elevados.

Além disso, cabe ressaltar que em alguns países os valor dos exames é ainda mais alto. Portanto, os encargos para garantir o resultado negativo do exame podem, inclusive, ultrapassar o valor do bilhete do voo. 

Assim, a IATA recomenda, com base nas orientações da OMS, que mais países adotem a postura da França. “Para facilitar um reinício eficiente das viagens internacionais, o teste COVID-19 deve ser acessível, bem como oportuno, amplamente disponível e eficaz”, declarou a associação.

Ademais, a entidade vem defendendo uma alternativa que possa baratear a exigência do resultado negativo dos exames nas viagens. Com o objetivo de facilitar a retomada do turismo, além dos testes RT-PCR, a IATA é a favor de que os testes rápidos também possam ser aceitos nas viagens internacionais.

 

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