Palácio Nacional de Queluz: visita obrigatória em Lisboa

Hola, viajantes! Sou Juliana Molinari, criadora do @quevoceviaje, e vou compartilhar com vocês a experiência de conhecer o mais encantador palácio que visitei em Portugal, tanto pelo seu requinte e conservação surpreendentes, como pela história que carrega.

Bora embarcar nessa viagem?

Palácio Queluz
Palácio Nacional de Queluz, em Lisboa

COMO IR?

O monumento faz parte dos Parques de Sintra, cidade que está cerca de 15 minutos de Lisboa! Fui até lá de carro (que pude estacionar de graça logo em frente ao Palácio) mas, há a possibilidade de usar o transporte público, sendo o trem a opção mais rápida (da estação Rossio até a estação Queluz-Belas, mais uma caminhada de aproximadamente 15 minutos).

Dica para compra dos ingressos: Havia pesquisado os preços dos ingressos dos lugares que queria visitar e se haveria algum desconto para a compra pela internet. E, descobri que sim, há. Atualmente, o desconto é de 5% para as compras no site https://www.parquesdesintra.pt/pt/.

Mas, descobri uma condição melhor de compra na própria bilheteria! Ao comprar mais de 1 ingresso na bilheteria você vai tendo descontos gradativos, de 5% a 10%, além de poder comprar em dinheiro, o que significa evitar o IOF do cartão de crédito (6,38%)!

Então, quando estiver planejando sua viagem para Sintra, confirme a validade dessa condição e, em caso positivo, sugiro que você compre todos os ingressos dos espaços pertencentes ao Parques de Sintra que deseja conhecer no primeiro espaço que visitar e assim economize alguns bons euros…

O PALÁCIO

D. Pedro iniciou sua construção em 1747. Inicialmente, foi uma residência real de verão, mas, em 1794, se tornou permanente (exceto no período em que a Corte Real foi transferida para o Rio de Janeiro, durante a invasão de Portugal por Napoleão).

Quem vê sua fachada pode subestimar seu interior e cometer um grande equívoco! Assim como eu fiz ao chegar no local e visualizar somente a parte externa do Palácio.

São diversos ambientes e cada um tem um significado que transborda história.

Veja os principais espaços:

Palácio Queluz - Lisboa
Sala dos Embaixadores: Primeiramente, foi destinada a concertos e serenatas. A partir de 1794, passou a ser usada pelo Príncipe Regente para o seu beija-mão e audiências diplomáticas, daí o nome da sala
Palácio Queluz - Lisboa
Sala do Trono: Usada para festas e raras audiências oficiais
Capela
Sala da Música
Sala das Porcelanas das Coleções Reais
Corredor das Mangas – Sala dos Azulejos: Painéis que representam as 4 estações, os 4 continentes e cenas da mitologia clássica. Por que “Mangas”? Porque ali eram guardadas as peças de vidro para proteção das velas dos lampiões e candeeiros
Os Jardins de Queluz são um capítulo à parte, contam com inúmeros lagos, cascatas, fontes, estátuas inspiradas na mitologia clássica e até um canal, onde a família real passeava de barco

História de D. Pedro I

Mas, o que mais me chamou atenção no Palácio Nacional de Queluz foi o fato do monumento respirar história e me permitir conhecer melhor uma figura: D. Pedro I (Primeiro Imperador do Brasil) ou D. Pedro IV (Rei de Portugal).

A imagem que tinha dele era de um homem polêmico, por seus diversos casos amorosos, e aventureiro. Tive a chance de aprender que D. Pedro I foi muito mais do que isso.

Ele nasceu e morreu em Queluz. Viveu dividido entre Portugal e Brasil, tendo optado por ficar do nosso lado ao proclamar nossa independência, em linha com seus pensamentos liberais.

D. Pedro I abdicou do reinado de Portugal em favor de sua filha D. Maria II, mas, seu irmão D. Miguel se autoproclamou rei. Então, D. Pedro I renuncia ao império do Brasil (transferindo para seu filho D. Pedro II) e volta para Portugal para lutar pelo direito de sua filha ao trono. Ele invade Portugal e inicia uma guerra civil, a qual vence, garantindo o reinado de D. Maria II. Essa vitória, provavelmente, lhe custou a vida porque sua saúde ficou muito debilitada em razão da sua forte atuação no combate que durou quase 2 anos.

D. Pedro I

Sua breve vida (36 anos) foi intensa e com propósito: defender a liberdade. Apesar da distância, foi um pai presente conforme pode se verificar por meio das diversas cartas a seus filhos. Era rodeado de personalidades influentes, mas, sempre assumiu a tomada das decisões. Obstinado, ao contrário de seu pai D. João IV, foi um homem de causas, rompeu com o passado e compreendeu o futuro!

Quarto D. Quixote: com retratos de episódios da obra. Aqui, D. Pedro nasceu e morreu
Não julgue um palácio pela sua fachada

“No século em que vivemos e em que os povos já não engolem patranhas, é mister que seus reis mereçam pelas suas boas qualidades o respeito de seus súditos e não pelo seu nascimento que de nada vale perante o mundo livre.”

Esse é um trecho de uma carta de D. Pedro I para sua filha D. Maria II, de 18 de julho de 1832. Não é de admirar? Seria ótimo se nossos políticos tivessem tal mentalidade, não é mesmo?

Sabe aquela expressão “não julgue um livro pela capa”? Eu adaptaria para “não julgue um palácio pela sua fachada” depois da minha visita ao Palácio Nacional de Queluz. 

Conseguiu sentir o quanto essa experiência foi especial? Ficou com alguma dúvida? Conta pra gente aqui na caixinha de comentários! Fique ligado aqui no Blog EPM e não perca outras dicas de viagem como essa. Aproveite para seguir o meu perfil no Instagram @quevoceviaje, onde compartilho experiências, roteiros e dicas para que você viaje!

Até o próximo post!

 

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