Máscaras em aeroportos: veja quais são permitidas e proibidas

Nesta última quinta-feira, (11/03), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) endureceu as regras sobre as máscaras usadas em aeroportos nacionais. A Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou em reunião alterações na resolução Nº. 456 de 2020, que trata de regras em aeroportos e aviões durante a pandemia.

A partir de agora, alguns tipos de máscaras estão proibidos por não terem uma boa eficácia contra a Covid-19. Ou seja, elas não evitam por completo a entrada e saída de gotículas e com isso a possível contaminação pelo coronavírus.  A máscara usada nestes espaços e veículos deve estar bem ajustada, cobrindo nariz e boca e sem espaço para entrada de ar ou emissão de gotículas respiratórias.

Os modelos de máscaras proibidos são: bandanas, lenços, protetores faciais do tipo “face shield”, máscaras de acrílico ou de plástico transparente, e as com válvula de expiração dos tipos N95 ou PFF2. Vale lembrar que as máscaras N95 e PFF2 possuem modelos sem as válvulas, estes modelos estão liberados para uso nos aeroportos.

máscaras
Este modelo com válvula está proibido nos aeroportos

As máscaras de tecido, confeccionadas de forma artesanal ou industrialmente com material de algodão ou tricoline, e que possuam mais de uma camada de proteção e ajuste para que fique bem justa no rosto, são permitidas.  Ambos os modelos abaixo são permitidos: 

Máscaras-covid Máscaras covid

Ainda de acordo com a resolução, os passageiros podem tirar a proteção nos aeroportos para beber água ou se alimentar, mantendo um distanciamento mínimo de um metro de outras pessoas. Já dentro do avião, a retirada da máscara só é permitida para beber água ou para alimentar crianças com menos de 12 anos.

Latam foi a primeira a mudar padrão de máscaras em seus voos

Desde o dia 1º de março, a Latam anunciou a mudança no padrão de máscaras em seus voos regulares, fretados e de repatriação. Veja as novas recomendações:

Seguindo todas as recomendações de organizações internacionais como a International Air Transport Association (IATA), Organização Mundial da Saúde (OMS), Governos, entre outros, a Latam proíbe o uso de máscaras com válvulas (qualquer modelo), protetores bucais, lenços e bandanas de pano em todos os seus voos devido à baixa eficiência destes.

O uso obrigatório de máscaras em voos da LATAM, implementado em 11 de maio de 2020, segue vigente sob as seguintes condições:

É proibido o uso de máscaras com válvulas (qualquer modelo), protetores bucais, lenços e bandanas de pano.

Os modelos proibidos são:

– Máscaras com respiradores ou válvulas
– Protetores Bucais
–  Lenços, echarpe e bandanas de pano (sem função de máscara)

Os modelos aceitos pela companhia são:

– Máscaras Cirúrgicas
– FFP2 (KN95) sem válvulas
– FFP3 (N95) sem válvulas
– Máscaras de pano (Sem válvulas)

Diante de perguntas dos passageiros, deve-se informar que o objetivo dessa medida é “preservar a segurança tanto dos nossos passageiros quanto das pessoas que trabalham na Latam”.

-> A máscara não será providenciada pela companhia e cada passageiro deve se assegurar de levar sua própria máscara no momento de viajar. É de responsabilidade do passageiro verificar a durabilidade de sua máscara, para que, quando necessário, realize a substituição durante o voo.

-> Os passageiros que comparecerem ao embarque com máscara fora do padrão não poderão embarcar se não a possuírem ou substituírem por uma das alternativas permitidas.

-> Recomenda-se aos passageiros que revejam todos os requisitos de saúde e documentação exigidos pelos países de chegada ou conexão através das entidades oficiais de cada país. Para informações de referência, você pode verificar latam.com > seção Regras e recomendações para sua próxima viagem.

-> Restrições adicionais podem ser aplicadas dependendo do país de origem / destino do voo, como Alemanha, Espanha, Estados Unidos e Peru.

 

Como aumentar a eficácia das máscaras contra covid-19

Pesquisas pelo mundo já aprovaram a eficácia das máscaras para prevenir a contaminação pela Covid-19. No entanto, somente o seu uso não é suficiente. Para aumentar sua eficácia, é preciso que as pessoas mantenham o distanciamento social. Somente com estas duas atitudes juntas uma pessoa pode garantir maior segurança contra a contaminação da Covid-19. A proteção e transmissão aumentam proporcionalmente de acordo com o distanciamento, diz um estudo dos pesquisadores da Johns Hopkins e da Universidade do Mississippi. Fonte: Exame.

 

Com informação: Agência Brasil

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