Perrengue em Paris – evite prejuízo na hora do câmbio

Trocar dinheiro no exterior merece muita atenção e cuidado e, mesmo assim, às vezes passamos por algumas situações delicadas na hora do câmbio.

Sou Juliana Molinari, criadora do @quevoceviaje, e neste post vamos falar sobre o perrengue chique que passei em Paris e aprender com essa minha experiência como tentar evitar dor de cabeça na hora de fazer câmbio em destinos internacionais.

Então, senta que lá vem história!

Câmbio-Paris

No final do ano passado, viajei com a minha família para Paris e tivemos o privilégio de passar o Réveillon na Cidade Luz, uma oportunidade turowwww de bom, não é mesmo, viajantes?

Mas…nem tudo foi flores. Chegamos no dia 30/12/2019, nos acomodamos no hotel e lá pedimos informações sobre onde poderíamos encontrar uma casa de câmbio pois, havíamos levado dólares e precisávamos trocá-los por euros. O recepcionista do hotel nos orientou a ir até a Champs Élysées, muito próxima de onde estávamos hospedados, porque lá encontraríamos diversas casas de câmbio.

Normalmente, quando precisamos fazer câmbio no exterior, não fazemos a troca do dinheiro num único local, numa única oportunidade. Costumamos fazer conforme a necessidade, até mesmo para acompanharmos e avaliarmos as diferenças de cotações das casas de câmbio.

Ocorre que nessa viagem a situação era um pouco atípica: o dia seguinte a nossa chegada a Paris seria a véspera da virada e já tínhamos passeio programado, o que nos fez pensar que seria difícil encontrar uma casa de câmbio aberta no dia 31 de dezembro e impossível no dia 1º de janeiro (feriado). Além disso, no dia 2 de janeiro já partiríamos para a Disneyland Paris, onde imaginávamos que também teríamos dificuldade de fazer câmbio.

Câmbio-Paris

Diante disso, decidimos fazer o câmbio de grande parte dos dólares que tínhamos e assim nos dirigimos à Champs Élysées, conforme sugerido pelo hotel.

Chegando lá, encontramos algumas casas de câmbio. Entramos numa que oferecia uma cotação muito boa, mas que nos deixou desconfortável pelo fato de haver algumas pessoas paradas na porta do estabelecimento sem fazer nada, só observando. Achamos suspeito.

Fomos numa segunda casa de câmbio, que estava com uma cotação um pouco mais cara, mas parecia ser mais segura. Optamos por fazer o câmbio lá.

A atendente converteu os dólares em euros, informou o montante que daria em euros e me pediu os dólares. Entreguei os dólares, comecei a fazer uma conta de conversão de cabeça e percebi que o valor informado não batia com o valor que eu tinha apurado. Pedi esclarecimentos, inclusive que a atendente demonstrasse o cálculo que ela havia realizado para chegar na quantidade de euros que ela tinha informado e daí a surpresa: ela havia aplicado uma comissão altíssima sobre o valor do câmbio.

Assim que soube da cobrança, falei que não tinha sido informada a respeito da comissão e que não queria fazer o câmbio sob aquelas condições. A resposta dela foi simples: não havia mais como desfazer o câmbio, que já tinha sido processado e que a comissão (um percentual) constava da tabela de cotações das moedas.

Viajantes, uma bela pegadinha do malandro. Fui olhar a tal placa e era mais ou menos assim:

1 unidade da Moeda X (com a bandeira do respectivo país) – Quantidade em euros

1 unidade da Moeda Y (com a bandeira do respectivo país) – Quantidade em euros

E, assim por diante, sendo que na última linha da tabela constava um número, que no caso era a comissão.

Câmbio-Paris
Imagem retirada do site https://www.cnnbrasil.com.br/

Um clássico pega turista!

Falei que não concordava com a cobrança, que não havia ainda retirado os euros e nem assinado documento algum. Insisti nessa argumentação e o máximo que a atendente concordou em fazer foi dar um desconto no valor cobrado a título de comissão. Mas, viajantes, mesmo com esse desconto, o valor da comissão continuava gigantesco!

Muito nervosa, recebi os euros e fui até à primeira loja de câmbio que tínhamos visitado e adivinhem: lá não tinha cobrança de comissão!

Sou brasileira e não desisto nunca! Voltei na casa de câmbio malandra e falei que o vizinho não realizava aquele tipo de cobrança, reforcei os meus argumentos anteriores e nada… a atendente estava irredutível quanto ao cancelamento do câmbio.

Paris

Nem na Cidade Luz você está imune de passar perrengue

Nesse momento, olho para a Champs Élysées e vejo um grupo de policiais. Não pensei duas vezes e fui pedir a ajuda deles, que prontamente se dispuseram a ir até a casa de câmbio porque também entendiam que havia algo errado.

Chegando lá, começaram a conversar com a atendente em francês, ou seja, eu não entendia nada! Só sei que no final da conversa eles me informaram que não tinha o que fazer, o cancelamento da transação não era possível…

Voltei para o hotel amargurada, mas não derrotada. Comecei fazer uma pesquisa sobre a casa de câmbio (na verdade, uma rede mundial de casas) e descobri que se tratava de um grupo econômico com sede nos Estados Unidos. Mandei um e-mail para eles, assim como para a sede administrativa em Paris, relatando o ocorrido e pedindo uma solução.

Fomos para a Disneyland Paris, os dias foram passando e nada de resposta aos meus e-mails. Um dia antes de voltarmos da Disney para Paris, mandei outro e-mail cobrando um retorno, mas foi uma cobrança matadora, a última cartada. Nesse e-mail, informei que estaria de volta à Paris no dia seguinte e que, se não solucionassem a situação, acionaria o órgão regulador responsável pelas atividades da casa de câmbio, que seria o Banco Central da França.

Paris

Poucas horas depois, adivinhem…tive resposta. E, o retorno foi de que eu poderia voltar à casa de câmbio para resolver o meu problema e que a unidade já estaria orientada a como proceder quando eu chegasse lá.

E, assim foi. Quando cheguei na casa de câmbio, já estavam me esperando e prontamente me devolveram todo o valor cobrado a título de comissão!

Yes!!!! Isso é prova, viajantes, que não podemos nos calar diante de situações abusivas, precisamos fazer tudo o que está ao nosso alcance! Assim, não só teremos a chance de resolver um problema particular, como também acabaremos “disciplinando” os espertinhos de plantão.

Então, o que aprendemos com esse perrengue?

  • O melhor dos mundos é já viajar com a moeda do destino escolhido;
  • Sempre pergunte na casa de câmbio se há alguma taxa, comissão ou custo para fazer o câmbio, mesmo que não veja informação/não lhe informem a respeito dessa cobrança;
  • Não troque uma grande quantidade de moeda numa única oportunidade;
  • Se você se deparar com alguma situação irregular, reclame! Lute por seus direitos!

Ah! Que tal conhecer Paris com o Estevito? Para embarcar nessa viagem, é só clicar no vídeo abaixo!

E você, já passou por algum perrengue semelhante? O que fez? Conseguiu resolver? Conte pra gente na caixinha de comentários logo abaixo desse post. E, não deixe de dar uma olhada no @quevoceviaje e, se curtir, é só seguir e acompanhar os meus posts feitos para que você viaje!

Um beijo e até o próximo post!

Por: Juliana Molinari

 

Lembrando que toda vez que você reserva seu hotel, contrata o seguro viagem, compra um chip de celularaluga um carro, garante os tickets para passeios ou compra suas passagens aéreas pelos links aqui do blog, você estará ajudando que todo conteúdo desse blog continue sendo gratuito e que eu possa continuar levando esse projeto a todos os viajantes!

Aproveita e se inscreve no canal do Youtube e no Instagram do Estevam para ficar sabendo de mais dicas e novidades sobre viagens além de reviews de companhias aéreas!

Posts Relacionados