PERRENGUE DE VIAGEM: EUROPA NO INÍCIO DA PANDEMIA

Olá Viajantes! Como vocês estão? Espero que bem! O sonho de ir pra Europa é alimentado por muitos de nós viajantes, e quando chega a oportunidade de ir as expectativas ficam lá no alto.

Levei um ano para planejar essa viagem, para que ela fosse do jeitinho que eu sempre quis, passando por várias cidades e países do velho continente. Passagens compradas, roupas de frio preparadas, chip de internet, férias no trabalho, recesso na faculdade. Mas eu só não contava com o início de uma pandemia que chegou para o meu planejamento ir todo por ladeira a baixo.

Com isso, cinco dias antes do embarque para o continente Europeu o voo interno pela Ryanair para Roma havia sido cancelado. Nesse momento eu juro que bateu medo de cancelarem o voo saindo do Brasil e a viagem que nem tinha começado, acabar. Mesmo assim, me equipei com tudo que era necessário e indicado para prevenir o coronavírus: máscaras e muito álcool em gel!!!!!

Para você que caiu de paraquedas nesse post, me chamo Mariana e assim como você, sou apaixonada por viagens! E aqui no blog estarei contanto um pouco das minhas experiências e dicas para que você viaje mais e melhor!

CHEGUEI, EUROPA!

No dia 03 de março de 2020 embarquei para Paris, com um STOPOVER em Londres. Aliás, você já viu esse post sobre STOPOVER do Estevam? Vale muito a pena conferir e entender o que é e quais seus benefícios.

Aparentemente, estava tudo normal e parecia que o coronavírus não existia. Fazia muito frio e eu como uma boa carioca, estava achando todo aquele frio um absurdo hahahahaha.

Nota: não ir mais pra Europa no inverno, porque realmente é complicado turistar com chuva, vento gelado e temperatura baixa.

TUDO COMEÇOU A DAR ERRADO NA HOLANDA

Holanda-Europa
O último rolê por Amsterdam foi em Zaanse Schans, em Zaandam

Passamos por Londres, Paris e finalmente chegamos em Amsterdam. Fizemos o trajeto da França pra Holanda de ÔNIBUS! Sim, e sim. Com 10 euros foi possível ir de um país para o outro graças a FlixBus. A viagem durou 9 horas, e fizemos o percurso durante a noite: o que nos economizou uma diária em hotel e nos deu um dia inteiro pra curtir a cidade.

Amsterdam é a sede de um dos museus com maior visitação do mundo: o museu de Anne Frank! E, claro que eu estava louca pra visitá-lo! Não podia perder essa chance. Comprei os ingressos com 3 meses se antecedência pelo site deles (IPC! Você só consegue comprar os ingressos para visitar o museu pela internet. Eles NÃO vendem em bilheteria física! E esgotam muito rápido, então é importante que compre com bastante antecedência e não deixar para em cima da hora.)

Já tinham se passado quase 7 dias da viagem e tudo parecia normal naquele pedaço da Europa. As pessoas circulavam normalmente e, nem se ouvia muito falar no coronavírus. O dia 11 de março foi o dia para visitar a casa de Anne Frank e saber um pouco mais sobre o que ela e sua família passaram na época da Segunda Guerra Mundial. Foi depois desse dia que tudo começou a dar errado.

Passamos o dia turistando e explorando Amsterdam e, quando chegamos no hotel, recebemos uma carta avisando que toda Holanda seria fechada dois dias depois, e não poderíamos mais ficar no lobby do hotel, apenas confinadas no quarto. Todos os museus, lojas, restaurantes estavam fechados por tempo indeterminado.

Nesse momento, começou o perrengue.     

 A VOLTA PREMATURA

Bruxelas-Europa
Teve foto sem ninguém ao fundo no Manneken Pis, em Bruxelas

A viagem duraria mais 12 dias, e faltavam ainda muitos lugares para conhecer. No dia 16, pegamos o ônibus rumo ao próximo destino: Bruxelas, na Bélgica. A viagem até lá é bem rápida, e depois de poucas horas chegamos.

A cidade estava completamente vazia e não havia quase ninguém nas ruas. Naquele dia percebemos que não iríamos conseguir prosseguir com a viagem até o final, já que as fronteiras estavam fechadas para livre circulação entre os países da Europa.

Conhecemos os principais pontos do centro de Bruxelas, compramos uma lasanha no mercado para jantar e, às 22h da noite, decidimos que voltaríamos para o Brasil.

ADEUS, EUROPA

Juntamos todos os euros que restavam e começamos a procurar voos de volta. Tentamos contato com a cia aérea em que seria o nosso voo de volta partindo de Paris, mas não tivemos sucesso.

Só existia um voo saindo de Bruxelas para o Rio de Janeiro relativamente barato, que decolava no dia seguinte, às 7 horas da manhã. E isso já eram 11h da noite. Descemos todas as malas (não tinha elevador e o nosso apto era no 2º andar do prédio (imagina o perrengue), pedimos um Uber para chegar até a estação de trem.

Pausa para essa informação: para comprar os tickets a máquina só aceitava moedas, e pasmem!!! Não tínhamos quase nenhuma sobrando. O desespero começou. Abrimos todas as bolsas, bolsinhas, carteiras e milagrosamente achamos o valor EXATO para as três passagens com destino ao aeroporto de Bruxelas.

A estação estava completamente vazia. Do auto falante saia uma espécie de alemão, ou francês, não conseguimos distinguir ao certo. Pedimos informação ao guarda e conseguimos pegar o trem certo.

Seriam algumas estações até a nossa parada, mas tudo não está tão ruim que possa piorar, não é mesmo? O trem simplesmente ficou parado por mais de 10 minutos em uma estação, as informações dadas eram todas em alemão e a gente não sabia o que fazer!!!! Apenas aguardamos com fé de que o trem teria que continuar o seu caminho, mesmo já sendo 00h e a gente entendendo zero do que estava acontecendo e sem ter para quem perguntar, já que só tinha a gente no trem.

Depois de uma longa espera, chegamos no aeroporto! Ainda sem passagens compradas, com o quadro dando todos os voos como cancelados, os presidentes se pronunciando e fechando as fronteiras para entrada e saída. E nós lá, jogadas no chão do aeroporto, esperando um guichê abrir para conseguir comprar a passagem e tentar voltar pra casa tendo fé de que aquele único voo daria certo!

Aeroporto-Bruxelas-Europa
Registro de como estava o aeroporto de Bruxelas: completamente vazio

Às 3:00h da manhã conseguimos comprar as passagens (o pai de uma amiga comprou do Brasil para nós pelo cartão e pagaríamos quando chegássemos lá com os euros que juntamos) e conseguimos tirar uma soneca até a hora do embarque.

Felizmente o voo aconteceu! Fizemos uma escala em Madrid de 1h e, ao anoitecer, estávamos do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Aliviadas e felizes por termos voltado, mas levemente tristes por não ter completado a viagem.

O PERRENGUE? ELE NÃO TEM FIM

Claro que o perrengue se estendeu! Chegando em casa: cadê os euros que juntamos? Ninguém encontrava na bolsa. Perdemos? E agora? De onde tirar dinheiro para pagar a passagem? Depois de algumas horas tensas, em que ao mesmo tempo procurávamos feito doidas – na fé de que encontraríamos – e também pensando na “facada” pós viagem de mais uns “mils” reais viriam, ENCONTRAMOS! Hahahaha!

Essa viagem para Europa não poderia terminar sem mais um susto, né?

E você, teve alguma experiência de viagem pré ou pós pandemia?

Espero você em um próximo post!!! Um beijo enormeee @maaritrips.

Por: Mari Romão

 

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