LATAM E AZUL: ACORDO DE CODESHSARE. O QUE EU PENSO?

A Azul e a LATAM  anunciaram há pouco mais de dois meses um acordo de codeshare para compartilhar rotas em suas respectivas malhas domésticas. Igualmente, ambas as empresas assinaram um acordo para seus programas de fidelidade, possibilitando que  associados do TudoAzul e do  LATAM Pass possam acumular pontos no programa de sua escolha.

Latam e Azul

O QUE É UM ACORDO DE CODESAHRE?

No sentido literal da palavra, codeshare quer dizer, em inglês, compartilhamento de código. Parece confuso a definição? Mas na prática não é! Senta ai que vou fazer uma breve explicação do que se trata e tenho certeza que você irá compreender num instalar de dedos!

Pois bem, codeshare no seu sentido prático é um acordo entre duas ou mais companhias aéreas, neste caso específico entre LATAM e Azul, onde é feito um acordo entre as companhias para uma vender bilhetes em voos da outra. Em outras palavras é quando você compra uma passagem com determinada empresa, mas na hora de embarcar vai no avião companhia aérea parceira. Em síntese,  trata-se de quando companhias diferentes vendem assentos em voos iguais de ambas as empresas. Et voilà! 

O objetivo de um acordo de codeshare é oferecer aos passageiros mais opções de destinos do que qualquer companhia aérea poderia, a priori, oferecer individualmente.

ENTENDEND O ACORDO DE CODESHARE ENTRE LATAM E AZUL

Conforme pontuado acima, A Azul e a LATAM Brasil anunciaram há pouco mais de dois meses um acordo de codeshare para compartilhar rotas em suas respectivas malhas domésticas. Igualmente, ambas as empresas assinaram um acordo para seus programas de fidelidade. Isto possibilita que  associados do TudoAzul e do LATAM Pass possam acumular pontos no programa de sua escolha.

Finalmente, depois de todos os trâmites, o acordo finalmente foi homologado e entra em vigor a partir da quinta feira próxima, dia 13/08.

Aeronave Boeing 787-800 da Latam
CONTINUANDO…

O acordo de codeshare inclui inicialmente apenas 50 rotas domésticas a partir dos hubs de Brasília (BSB), Belo Horizonte (CNF), Recife (REC), Porto Alegre (POA), Campinas (VCP), Curitiba (CWB) e São Paulo – Guarulhos (GRU).

Desta maneira, ambas as empresas conseguem oferecer aos seus passageiros várias opções de novas conexões e com horários de voos mais próximos uns dos outros, evitando assim, longos períodos de espera em conexões..

Os codeshares contemplarão também a possibilidade dentre os voos da LATAM e da Azul, a comodidade para os passageiros de check-in e despacho de bagagem até o destino final da viagem.

Vamos deixar mais claro: você tem um bilhete emitido com a LATAM para voar de São Paulo a Petrolina. O primeiro trecho, entre São Paulo e Recife é operado por um voo da LATAM, enquanto o segundo, de Recife a Petrolina é operado por um voo da Azul. Seja no check-in presencial, bem como na versão on-line você receberá os cartões de embarque para ambos os voos. Caso você opte por despacho de bagagens em São Paulo (primeiro trecho operado com a LATAM), sua mala seguirá direto para Petrolina.

Não obstante, logo do anúncio do acordo de codeshare firmado em junho, Azul e LATAM assinaram também um acordo de programas de fidelidade. Assim, membros de ambos os programas, TudoAzul e LATAM Pass passam a poder  acumular pontos no programa de sua escolha.

Azul
Airbus A320 da Azul
O QUE DIZEM OS CEOS DAS EMPRESAS:

Vejamos, abaixo, as declarações dos CEOs de ambas as empresas.

Jerôme Cadier, da LATAM Brasil, afirmou:

“Como sinal do compromisso de longo prazo da LATAM com o mercado brasileiro, esse acordo de codeshare oferecerá aos clientes o acesso à maior malha de voos na história do país. Entendemos que a crise do COVID-19 exige respostas inovadoras para ajudar a impulsionar a economia da região e o anúncio de hoje faz parte de nossa contribuição para esse esforço. Com os valores compartilhados de atendimento ao cliente tanto da Azul quanto da LATAM e rotas complementares, esperamos oferecer uma experiência líder do setor para clientes no Brasil”

Latam
Jerôme Cadier, CEO da LATAM Brasil

Por sua vez, John Rodgerson, CEO da Azul completou:

“Esses acordos trarão benefícios incomparáveis para os Clientes. Com a malha aérea altamente conectada da Azul que atende a muitos destinos no Brasil e com os hubs da LATAM, nossa complementariedade de frota e de malha oferecerão aos Clientes a mais ampla variedade de opções de viagem. Além disso, ambas as companhias aéreas têm uma história e paixão pelo atendimento ao Cliente e estamos ansiosos para mostrar isso juntos”

O QUE EU ACHO DISTO TUDO?

Com todo a a mais sinceridade do mundo: uma maravilha! 

O Desenrolar do acordo indica, mesmo que por mera especulação nossa, que virá por aí uma parceria de longo prazo. Ambas as empresas enfatizam que o compartilhamento de voos inicialmente contará com 50 rotas. Nas entrelinhas me parece claramente que  há uma intenção de expandi-lo. Na minha humilde opinião de milheiro e especulador do setor, o caminho natural e lógico seria as empresas adicionarem mais outras de suas rotas domésticas.

Igualmente, ambas as empresas já sinalizaram para um acordo para seus programas de fidelidade, possibilitando que associados do TudoAzul e do LATAM Pass possam acumular pontos no programa de sua escolha. Isto é fato concreto e que se desencadeará num futuro muito, mas muito breve! E, não obstante disto, o passo seguinte seria o resgate de passagens em ambas as empresas através de ambos os programas de fidelidade. Ou seja, Através do LATAM Pass você poderia resgatar bilhetes em voos da Azul e, por sua vez, através do TudoAzul você poderia resgatar bilhetes em voos da LATAM. Por enquanto, vamos deixar bem claro, está é apenas uma especulação minha.

O mais importante é que é fato que ambas as empresas se completam. E isto vamos abordar imediatamente no tópico abaixo.

PORQUE AS EMPRESAS SE COMPLETAM?

Conforme mencionei acima, o mais importante de tudo é que, de fato, ambas as empresas se completam.  O grande pulo do gato está em Latam conseguir acessar os mais de 50 destinos em que a Azul reina sozinha, sem concorrência alguma. Estes são destinos regionais e que em sua maioria são operadas por aeronaves de menor porte da empresa, os ATR 600 . Na outra ponta, para a Azul, o importante é alcançar a vasta malha internacional da Latam na América Latina e na Europa, além, claro, dos voos para os Estados Unidos e para a África do Sul.

Em outras palavras, A LATAM consegue com esse acordo acessar mercados regionais, que suas aeronaves que são de porte grande para estes destinos e não viáveis para tais rotas. Por outro lado, a AZUL consegue ampliar mesmo que indiretamente, suas vendas de bilhetes internacionais operados pelos voos LATAM.

Veja, em uma ponta temos a Azul, atendendo e reinando praticamente sozinha nos mercados regionais e operando diversas rotas pelo país. Na outra ponta, a LATAM, com um foco em cidades grandes e forte presença no mercado internacional, conforme conversamos acima.

Azul
ATR 600 da Azul utilizado em voos regionais.

Igualmente, a frota das empresas se completam. Observem que juntas as empresas conseguem operar aeronaves de pequeno porte a grandes jatos. Isto é um excelente fator para que uma penetre no mercado da outra sem investimentos pesados em aquisição de novas aeronaves.

COMO FICAM AS EMISSÕES DE BILHETES COM MILHAS?

Por enquanto, fica cada programa emitindo de acordo com as regras atuais. Entretanto, conforme especulamos acima, o passo seguinte seria o resgate de passagens em ambas as empresas através de ambos os programas de fidelidade. Ou seja, Através do LATAM Pass você poderia resgatar bilhetes em voos da Azul e, por sua vez, através do TudoAzul você poderia resgatar bilhetes em voos da LATAM. E isto séria mais uma ótima opção de resgate para ambos os programas.

UMA RÁPIDA VOLTA AO PASSADO

Vale ressaltar que esse tipo codeshare entre duas empresas nacionais de grande porte não é  algo inédito no mercado da aviação comercial brasileira. Entre 2003 e 2004,  TAM e Varig seguiram os mesmo caminho. À época, o acordo não deu muito certo visto que diferente de Azul e LATAM as empresas não se completavam completamente.  Isto, por fim, acabou por ter efeitos reversos ao esperado, dentre eles o aumento dos preços das passagens aéreas.

Entretanto vamos deixar claro: era uma situação completamente análoga ao acordo da Azul com a LATAM.

Uma curiosidade: na época, as empresas não só vendiam bilhetes uma da outra, como literalmente dividiam os aviões aos meio… O lado direito da cabine era pra quem havia comprado bilhetes em uma empresa, e o lado esquerdo para os bilhetes emitidos com a outra empresa. Folclores da aviação comercial brasileira!

CONSIDERAÇÕES FINAIS…

Bem, tirando o codeshare que já começa na quinta-feira, dia 13, todo o resto ainda está em fases de negociação fechada entre as empresas. Mas, um passarinho azul me contou que nossas especulações discutidas acima, salvo mudanças bruscas no cenário, tendem a se concretizar.

Em síntese, está é uma notícia que ganhamos todos: empresas aéreas, no caso LATAM e Azul, passageiros de bilhetes pagantes e finalmente nós, milheiros de carteirinha!

Outro fator bastante importante é que este acordo faz aumentar consideravelmente as chances de sobrevivência de ambas as empresas em meio as incertezas provocadas pela crise do novo coronavírus.

Ah! E agora, para não perder o hábito dos posts autorais, vamos deixar uma coisa bem clara: estas são opiniões estritamente minhas. Não reflete a opinião do Estevam, de nenhum outro colunista ou tampouco do Estevam Pelo Mundo como fonte de informação e pesquisa sobre viagens, companhias aéreas e demais assuntos da mesma natureza. Vamos deixar isso bem claro, hein!

QUEM SOU EU?

Ah! Como vocês devem ter notado sou novo na área. Estou aqui precisamente desde meados de maio. Se quer me conhecer melhor, saber quem eu sou e saber como eu vim parar aqui basta dar uma sacada no meu primeiro post, quando fui oficialmente lançado aqui no Estevam Pelo Mundo. Para isso basta clicar aqui. Igualmente, se gostou de mim ou se já quer ir conferindo algumas das minhas fotos de viagem e de algumas exaltações proporcionadas por milhas e pontos basta dar um follow lá no Instagram. Meu nome na rede é @lucasmcv 😉

Por fim, um grande abraço e até o próximo post!

 

Lucas Cabral

 

 

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