Islândia: 5 curiosidades da terra do gelo e fogo

Godafoss

A Islândia é um país insular nórdico. Sua paisagem é exuberante e bem diferente de tudo que nós brasileiros estamos acostumados. Imensas geleiras, vulcões, gêiseres, fontes termais e campos de lava são algumas das paisagens que encontramos na Islândia.

A partir do dia 15 de junho, o país reabrirá suas fronteiras. Porém, os turistas que chegarem ao destino precisarão ser testados para o novo coronavírus.

Teste Covid-19

O teste é feito no próprio aeroporto, em Keflavik – o único do país. Depois de testados, os viajantes são encaminhados para casa ou para hotel (no caso de turistas) onde aguardam o resultado do exame, que fica pronto no mesmo dia. E se o teste der negativo, é só curtir tudo o que este país nórdico tem a oferecer. Agora se o resultado foi positivo, a Islândia obriga a pessoa a uma quarentena de 14 dias.

Todas essas medidas adotadas servem para assegurar que o coronavírus não se espalhe pelo destino. O país, durante a pandeia, não adotou ao lockdown, mas restringiu diversas atividades não essenciais. Além disso, a Islândia implantou um amplo programa de testagem e de rastreamento. Todas essas ações minimizaram os impactos do novo vírus na região, resultando em 1800 casos confirmados e apenas 10 mortes.

Vamos as curiosidades:

1 – A ilha

A Islândia é uma ilha localizada na Europa, entre a Groelândia e a Noruega. É a segunda maior ilha do continente europeu, atrás da Grã Bretanha. E a Groelândia é a maior ilha do mundo. O país tem uma população de pouco mais de 364 mil habitantes (dados de 2020) em uma área de cerca de 103 mil quilômetros quadrados.

Capital
Reykjavík

A sua capital e maior cidade é Reykjavík (ou Reiquiavique em português), onde vive a maioria dos islandeses, cerca de 60% da população. É o coração das atividades cultural, econômica e política do país. É também um destino turístico popular. Além disso, é uma das cidades mais limpas, verdes, organizadas e seguras do mundo. Você sabia que a luz do sol só é vista na cidade durante o inverno, entre as 11 e as 15 horas? Isso porque Reykjavík é a cidade mais setentrional do mundo.

Reykjavík
Idioma

O idioma local é o islandês, uma língua nórdica antiga e muito difícil de falar. As palavras islandeses têm mais consoantes do que vogais. Então, para nós brasileiros é algo quase impronunciável. Tente falar: Eyjafjallajökull.  Impossível, certo?

2 – Vulcões na Islândia 

Eyjafjallajökull

A Islândia é cheia de vulcões. Existem cerca de 130 montanhas vulcânicas na ilha e pelo menos 20 vulcões são ativos. Eyjafjallajökull, a palavra impronunciável citada acima, é o nome de um famoso vulcão da região. Em 2010 ele entrou em erupção e a fumaça que expeliu pode ser vista nos céus de diversos países europeus. Isso provocou milhares de cancelamentos de voos em toda Europa. Outro terror causado pela erupção deste vulcão foi para os jornalistas, que tiveram que pronunciar seu nome em matérias de TV e rádio pelo mundo.

3 – Aurora boreal

Um fenômeno bem característico da Islândia é a aurora boreal. Essas “luzes do norte” surgem a partir de partículas trazidas pelo vento solar com a atmosfera e o campo magnético terrestre. Mas ver esse fenômeno não é coisa fácil. As luzes ficam no céu por apenas alguns momentos e é preciso enfrentar o frio e a escuridão do local para poder captar este exato vislumbre.

Essas partículas de ventos solares são avistáveis apenas nas regiões mais próximas aos polos. Além disso, não pode ter chuva nem nuvem. Elas surgem do nada e podem ter uma variedade de cores, das mais conhecidas como o verde e até branca e vermelha. A melhor época para avistar essas luzes é entre os meses de setembro e abril.

Sol da meia noite

O sol da meia-noite é um fenômeno natural onde o sol está presente por 24 horas do dia. Ele é visível no Norte Polar Ártico e ao Sul Polar Antártico, ou seja, nas regiões localizadas entre os círculos polares e os polos norte e sul. Esse fenômeno é mais frequente com a proximidade do verão. Portanto, o sol da meia noite aparece em junho no hemisfério Norte e em dezembro do hemisfério Sul.

A Islândia é um dos lugares que o sol da meia noite aparece, bem como em cidades do Canadá, Finlândia, Groelândia, Noruega, Rússia, Suécia e até Estados Unidos. Na Islândia, o melhor lugar para apreciar o fenômeno é a cidade de Grimsey – localizada na parte norte da ilha.

4 – Cultura

Harpa Concert Hall

A cultura local é muito baseada na cultura nórdica e norueguesa. Dizem que a ilha foi descoberta por um marinheiro escandinavo que se perdeu em uma viagem e batizou o local de Snæland (Terra da neve). Logo após, foi a vez de um norueguês viajar para a ilha e a rebatizou com seu nome atual Ísland (Terra do gelo).

Já o primeiro morador da ilha foi um norueguês que chegou por lá nos anos de 874 com sua família e se instalou onde hoje é a capital Reykjavík. Nos séculos seguintes outros povos de origem nórdica e céltica instalaram-se no território da Islândia. Por isso, os islandeses têm um orgulho profundo de sua terra e de suas tradições.

A herança cultural do país inclui a cozinha tradicional islandesa, a poesia e as sagas literárias medievais – contos e lendas vikings. A cantora Björk é islandesa e fez muito sucesso nos anos 90 por conta da MTV. O ator Hafthór Bjornsson é outro islandês famoso. Ele interpretou o personagem Montanha da série Game of Thrones.

Comida e esporte

Apesar de o cachorro quente ser a comida mais popular do país, o prato típico mais famoso é o hákarl, feito de carne de tubarão pobre. Eca! Eles deixam o tubarão apodrecendo a céu aberto durante 3 meses. E depois servem como aperitivo cortadinho em cubos. De fato, os islandeses adoram! E eu não consigo entender!

Os esportes mais populares dos islandeses são o futebol e handebol. O país recebeu destaque por se tornar a nação menos populosa do planeta a disputar uma Copa do Mundo, em 2018. E o bom desempenho do time nacional de handebol fez com que a popularidade desse esporte aumentasse significativamente ao longo dos anos.

5 – Turismo na Islândia 

Jökulsárlón

Conhecida também como a terra do gelo e do fogo, a Islândia é cheia de paisagens exuberantes, únicas e selvagens. Mesmo que o frio e as paisagens geladas sejam o destaque deste pequeno país, a Islândia oferece uma variedade de atividades para o ano todo. Depende do gosto de cada um. Mas se você quer uma viagem mais econômica, o inverno é a estação certa, pois os preços chegam a ser até 50% mais em conta.

A alta temporada da ilha é entre os meses de junho e agosto, período de verão e férias da Europa. Nesta época os dias são mais longos e a maioria das atrações estão abertas. Entre os meses de abril e maio/setembro e outubro os turistas diminuem assim como os dias que começam ficar mais curtos. Já a baixa temporada fica entre os meses de novembro e março quando a ilha está no auge do inverno. Se você quer ver a aurora boreal, é esta a hora.

3 dicas do que visitar da ilha:

Círculo Dourado – É um circuito turístico de 300 km, com partida e chegada da capital Reiquiavique, passando pelo Parque Nacional de Thingvellir, pela queda de água de Gullfoss e pelo vale com atividade geotérmica de Haukadalur (por certo você conhece mais como os famosos gêiseres).

Jökulsárlón – O lago glacial fica ao sul da ilha, no glacial Vatnajökull. O lago possui uma praia de areia negra e milhares de blocos de gelo (icebergs). É sem dúvida um ponto turístico que não pode faltar no roteiro.

Godafoss – A Catarata dos Deuses (tradução) é uma das cachoeiras mais bonitas do destino. Ela tem 12 metros de altura e fica a nordeste do país. Assim também, vale visitar as cachoeiras Seljalandsfoss, Gljúfrabúi e Skógafoss.

 

Por fim, você pode conferir mais dicas do EPM da Islândia nestes links: AQUI e AQUI.

 

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