Governo do Chile quer cortar taxas de embarque em 50%!

O governo do Chile estuda reduzir em até 50% o valor das taxas de embarque nos voos para o país. A ideia é promover uma redução gradual do valor cobrado nos aeroportos, até que o valor chegue à metade do atual em um prazo de oito anos.

Há vários anos, as companhias aéreas chilenas Latam, Sky Airline e Jet Smart pedem, mesmo através da imprensa, uma redução nas taxas aeroportuárias – o  Chile é o terceiro país no ranking da América Latina com as maiores taxas.

Para os voos domésticos, o Chile tem uma taxa aeroportuária de US$ 11,5, enquanto para voos internacionais de mais de 500 quilômetros, o valor pago por cada passageiro é de US$ 30. Isso faz diferença com os US$ 26 que o aeroporto de Madri cobra como taxa internacional, ou os US$ 21,2 que custam para usar o aeroporto de El Prat em Barcelona, ​​por exemplo.

O objetivo da redução é aumentar o fluxo de passageiros, além de fortalecer a economia local por meio do turismo. Nem todos, contudo, são favoráveis à medida. A Direção Geral de Aviação Civil (DGAC), estatal que recebe grande parte do percentual da arrecadação de taxas, é contra a alteração dos valores. Dos US$ 30 que são cobrados atualmente, a DGAC recebe US$ 26, enquanto US$ 2 vão para uma organização da ONU que luta contra a fome e outros US$ 2 vão para a promoção do turismo.

Apenas em julho 1,17 milhão de passageiros voaram pelo Chile – 17% mais do que o valor indicado no mesmo mês de 2017. Esses números positivos, além do tão aguardado anúncio, trazem boas projeções para o setor de aviação.

“Excelente notícia para que mais e mais pessoas possam voar. Parabéns a este governo por pensar a longo prazo, entendendo que viajar pelo ar já não é um luxo e que altas taxas de embarque têm um efeito regressivo e afetam pessoas com menos recursos que são mais sensíveis ao preço. Ainda há trabalho a ser feito, mas essa é uma ótima iniciativa que vai na direção certa”, destacou o presidente da Sky Airlines, Holger Paulmann.

Pela JetSMART, o presidente Estuardo Ortiz, concordou que a redução seria uma excelente notícia para o desenvolvimento da indústria aeronáutica chilena. “As taxas que atualmente são aplicadas foram definidas naquele momento para uma aviação diferente, a estrutura de taxas de embarque deve responder à aviação do futuro”.

Ótimo exemplo do governo chileno, que deveria ser seguido por outros países da região, especialmente a Argentina, que tem uma das taxas mais caras do continente.

Fonte: Melhores Destinos

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