Acidente Airbus TAM: Passados 10 anos, ninguém foi punido

Em 17 de Julho de 2007 acontecia o pior acidente da aviação brasileira. Um Airbus A320 da TAM atravessou a pista, passou sobre a Avenida Washington Luís e bateu num prédio de cargas da própria companhia, provocando a morte de 199 pessoas.

Passados dez anos, ninguém foi condenado pelo acidente. No entanto, os parentes das vítimas ainda esperam que alguém seja punido criminalmente pela tragédia.

O acidente foi investigado por três órgaõs. Um deles é o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de acidentes Aeronáuticos). Segundo eles, uma série de fatores contribuiu para o acidente. O relatório constata que os pilotos movimentaram os manetes sem perceber. Deixando um em posição iddle (ponto morto) e o outro em posição climb (subir). O sistema de computadores da aeronave entende, por essa movimentação, que os pilotos queriam subir a aeronave.

Esse foi somente um dos pontos apontados no relatório. O documento relata também que não havia nenhum aviso sonoro para advertir os pilotos sobre a falha. Alerta também para o fato dos pilotos terem um treinamento falho. Outro problema apontado foi referente ao copiloto. Embora ele tivesse grande experiência, tinha poucas horas de voo em aviões do modelo do A320.

No entanto, vale lembrar que o Cenipa não é um órgão de punição. Ele serve somente de prevenção. Cabe a ele informar as causas do acidente, mas não apontar culpados.

O relatório final dá informações e 83 recomendações para que tragédias como essa não ocorram novamente.

Ao longo desses dez anos, a TAM se juntou à empresa aérea chilena LAN. A fusão, que ocorreu em 2016, deu início a Latam Airlines. A empresa negou que houvesse falha no treinamento dos pilotos. E acrescentou que tanto o treinamento quanto os procedimentos dos pilotos são feitos conforme padrões mundiais de segurança. Esses padrões são norteados pelos manuais do fabricante e aprovados pelas autoridades do país de origem e órgãos reguladores.

O caso foi julgado em primeira e segunda instâncias da Justiça Federal. Todos os denunciados pelo Ministério Público Federal foram absolvidos. Respondiam ao processo Alberto Fajerman, vice-presidente de Operações da TAM à epoca, Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro, então diretor de segurança de voo da TAM, e Denise Abreu, da Agência Nacional de Aviação Civil. Eles foram acusados de atentado contra a segurança de transporte aéreo.

Para Dário Scott, pai da estudante Thais, 14 anos, que estava a bordo, o desastre deixou um legado.

“Foi um aprendizado para companhias e agências controladoras e fiscalizadoras para que não volte a acontecer.”

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