Sobre a dor e a delícia de voltar para casa

Quando fui embora do Brasil para realizar meu sonhado intercâmbio, não imaginei que fosse sentir tanta falta de casa e da família. Pensava que seria uma oportunidade de fazer tudo o que quisesse, sem dar satisfações. Meio errado. Ou meio certo. Tive tal liberdade, fiz o que queria, não dei satisfações – e muito me estrepei. Mas foi daí que saíram os maiores aprendizados da experiência de morar fora.

Voltar pra casa, ao contrário do que eu imaginava que fosse, é um grande alívio. Fazer intercâmbio é sair da sua zona de conforto. Mas, ao deixar o país de destino, ele já se tornou confortável. E é por isso que dói tanto. Dói deixar seus novos amigos, seus colegas de escola/trabalho, seu apartamento, desmontar seu mural do quarto, desfazer a cama e montar as malas.

Ao mesmo tempo que seu coração está em pedaços, você não se sente completamente triste: 99% triste, mas aquele 1% é a alegria de estar voltando pra casa com uma bagagem de vida muito maior.  É delicioso poder dividir tudo com quem sempre te apoiou ao longo da sua existência: sua família. Poder contar pra sua mãe que colocou sabão em pó na máquina de secar roupa; queimou todas as panelas da casa e só sobrou uma frigideira; se virou comendo frango e comidas congeladas por todos aqueles meses e que, afinal de contas, ficar longe dela não foi tão bom quanto você imaginava.

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O retorno é sempre um conflito de emoções. No avião, o entretenimento de bordo será um filme que começa no “seu eu” de antes, atravessa a jornada do intercâmbio com maravilhosas memórias e outras nem tanto – mas todas muito nítidas, e essa história não termina. Pois é. Esse filme não acabou: seus amigos ficaram lá, seu apartamento está lá, e nada impede que você volte – dessa vez com ainda mais bagagem, do mesmo jeito que aconteceu quando você saiu do seu país, foi pra lá, e depois voltou com novos valores.

Voltar é tão bom quanto ir. E tão difícil quanto. O destino se tornou sua casa longe de casa. E agora você vai ficar dividido entre seus dois lares. Pro resto da vida.

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