Qual o som do mundo?

Há exatamente 3 anos, em uma das minhas viagens, acordei na cidade de Split – um famoso balneário croata. Apesar da agitação da cidade, resolvi ir sozinho à uma praia isolada, mais especificamente um lugar famoso pela beleza, e por ter águas claras águas claras e uma praia de formato único, decorada com grãos finos de areia clara.

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Meus amigos não quiseram vir, porque no dia anterior fizemos um pub crawl bem hard que, confesso, realmente derruba qualquer um! hehe. Mas eu e minha hiperatividade decidimos que não queríamos ficar na cama. Então, quando vi, já estava em uma balsa rumo ao mediterrâneo!

Foi nessa mesma balsa que, coincidentemente (ou não…vocês vão entender depois!) reencontrei uma grande amiga que tinha muito a ver comigo. Na verdade ainda não éramos amigos, mas iríamos nos tornar – e dos grandes! Porque a Sophi também estava se aventurando pelo mundo, e naquele momento nós dois estávamos procurando aquilo que não sabemos o que é, mas temos a certeza que fica entre uma e outra viagem.

O nosso primeiro encontro aconteceu em um hostel na cidade de Praga. Naquele momento já havia visto o quão apaixonada pelo mundo Sophi também era: largou a vida “tranquila” em São Paulo, quando sentiu que precisava de algo mais. Planejou sua viagem e cruzou-se comigo por acaso, em uma noite na capital da República Tcheca. Mas veja como é a vida… por um descuido, não trocamos telefone ou qualquer outro contato.

Pra minha sorte, o destino nunca se descuida de unir as pessoas! E, neste caso, não foi diferente: eu queria apenas fotografar o mar do alto da balsa, e, coincidentemente, a Sophi também!  Quando tirei minha camera do bolso, levantei a cabeça e escutei uma gargalhada enorme – daquelas pessoas que acreditam mesmo em coincidências do mundo e desacreditam da rotina.

Daí, um abraço apertado e alguns minutos relembrando Praga foram o suficiente para chegarmos ao nosso destino: a ilha de Bol.

Bol não era grande (e tampouco moderna). Mas, naquele momento, o nosso objetivo não era uma metrópole. Não buscávamos bares, agitos ou lojas famosas. Buscávamos exatamente…. Bol. Um táxi nos levou até a praia e nós, ainda chocados com a coincidência – falávamos rapidamente como bons brasileiros empolgados que somos – falamos sem parar, até o segundo em que o taxi parou e nos demos conta de onde estávamos. Estávamos apenas no lugar certo, na hora certa. E naquele momento me senti pisando dentro de um cartão postal com um amigo de infância!

Corremos igual crianças para a praia e eu resolvi escolher a melhor música para aquele momento – trilhas sonoras, sempre. Tirei meu ipod do bolso, e percebi que Sophi parou de sorrir.

– O que você está fazendo? Perguntou ela com uma cara confusa.

– Colocando um sonzinho nesse lugar lindo, oras! Respondi despretensioso.

Sophi voltou a sorrir, com a essência de uma mãe prestes a dar uma dica valiosa para seu filho.

– Você não precisa adicionar um som a natureza. Desfrute o som do mundo.

Eu confesso que nos primeiros segundos pensei em questionar aquilo (que pra mim parecia uma brincadeira da Sophi). Mas depois eu entendi tudo. Naquele segundo, entendia de verdade o que era fazer parte de algo de fato; se conectar com o mundo. Foi naquele minuto que senti realmente o poder de uma viagem. O poder de uma paisagem. O poder da liberdade.

Não imaginava o que uma balsa, uma tarde de verão e um reencontro fariam com a minha vida. E foi aí que, por sorte, descobri que não podemos mudar nada durante em uma viagem:  é a própria viagem quem muda a gente.

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