Pertencer a um lugar é bom, mas voce nunca deve pertencer a algo que nao pode deixar.

desabafos

Olá! Tudo bem com vocês?

Vim aqui desabafar.. estou ainda escrevendo um outro post para o blog, porém resolvi falar de uma coisa que esta me incomodando. Li essa semana no meu Facebook, sobre um post escrito no jornal Estadão chamado “O alto preço de viver longe de casa” e resolvi compartilhar com vocês as minhas ideias e opiniões.
Na moral, acho que o autor do texto é uma pessoa que encontra dúvidas enquanto mora fora (podem me apedrejar), mas eu vou dizer que não me simpatizo e acredito muito no que o autor escreveu e no que muita gente comentou. Não vivo com aperto no peito porque estou longe e perdendo várias coisas, como por exemplo o envelhecimento das minhas avós, ou o crescimento e mudança da minha irmã mais nova (14 anos em agosto). Posso dizer que sinto um aperto apenas quando alguém falece, pois é um mundo diferente e sem conexão, ao mesmo tempo sinto que é como se uma parte da nossa história se encerra, principalmente quando perdemos alguém.

Mas não estou aqui para falar de perdas..MUITA gente, sim em letra maiúscula mesmo, me pergunta “Do you miss home?” ou você sente falta de casa, e a minha resposta é sempre a mesma sem hesitar, “ Apenas sinto falta da minha família” –  o restante não mais. Cheguei a uma conclusão recentemente: não mudei para o exterior porque não gostava do meu país, ou porque não concordo com a política, ou com a fulana ou ciclana. Eu fui embora por acaso, e nesse acaso eu descobri uma pessoa que não conhecia, uma pessoa melhor do que aquela que era: EU.
Quando decidi ir embora, eu decidi que iria deixar a minha vida de Campinas onde ela pertence. Sempre fui um peixe fora d’água com todos os meus amigos e em comparação à todos, meu esforço era TÃO grande de tentar fazer parte que nunca descobri quem eu realmente era. E quando tive a chance de morar sozinha 100% descobri quem eu era, como eu era, e a minha essência. E essa pessoa infelizmente não cabe aí, não cabe na vida que eu tinha. A minha vida aqui é simples, não é glamour, balada, a champagne mais cara, ostentação, drinks, dirigir para todos os lugares, ou viver em uma bolha. Por isso que quando me perguntam se sinto falta e digo que não, todo mundo fica espantado. Mas a verdade é que eu deixei para trás, eu cresci e vivo MUITO melhor comigo aqui. Sinto falta dos meus pais e da minha família sim, e de alguns amigos também – adoro quando eles vêm me visitar e quando vou visitá-los no Brasil. Mas a realidade é que na Inglaterra eu sei que sou melhor do que era aí, mais completa, e mais feliz. Meus pais, irmã, e avó sentem orgulho de mim e das minhas conquistas, vêm o quanto eu batalho, o quanto eu mudei, e às vezes acredito que me acham estranha. A vida fora é fria, individual, é sozinha e algumas vezes tristes, mas na maioria das vezes é feliz. Estou contente com os meus resultados, com as minhas escolhas, e no que depender de mim, não volto nunca mais. Não tenho aperto no peito, não quero e não queria estar aí. Aprendi a fazer cada quarto e casa que morei meu lar, aprendi a ficar doente sem colo, aprendi que “home” é aonde está o coração… e o meu está aqui.
Li outro dia uma frase que fez todo o sentido: “Belonging to a place is nice, but you should never belong to something you can’t let go” – Pertencer a um lugar é bom, mas você nunca deve pertencer a algo que não pode deixar.

Um beijo e aguardem meu post da Africa do Sul que está saindo do forno….

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Imagem: Reprodução.

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