O que ninguém te avisa quando você decide morar fora: A perda de uma pessoa querida

sadness

Oi pessoal! Tudo bem? Espero que vocês ainda se lembrem de mim…

Bom, para aqueles que não me conhecem (ou não se lembram), sou a Veri e moro na Inglaterra, atualmente em uma cidade chamada Maidenhead. Vim aqui contar para vocês algo bem pessoal – e chato -, pois tenho certeza que ninguém aqui no blog falou sobre isso ainda: a perda de uma pessoa querida durante o tempo em que você mora fora. Atualmente estudo e trabalho na Inglaterra (fazem 2 anos), e pretendo continuar por aqui. Mas, quando fui embora do Brasil, deixei muitas coisas e pessoas para trás. Claro, não posso negar que cresci em terras brasileiras, e por isso a maior parte da minha família e amigos ainda estão por aí.

Há menos de uma semana atrás, passei por uma experiência triste e dolorida, que foi o falecimento de um amigo de colégio do Brasil. Ele se chamava Alexandre, e estudei com ele no Imaculada (minha 1a escola) por alguns anos, do pré dois até a 7a serie, que foi quando saí da escola. O “Xandinho” (como eu costumava chamar), era um cara do bem e de bom coração, além de super inteligente e divertido! Tínhamos a mesma idade, portanto descobrir que ele faleceu semana passada foi um choque, como vocês podem imaginar. A gente se põe a refletir sobre muitas coisas, e a pensar na própria vida.  E esta é a parte que ninguém te conta e te explica: Como será, e o que fazer quando alguém que você gosta muito (seja amigo ou familiar), vem a falecer.  Há dois anos e atrás perdi outra amiga – e desta vez eu estava no Brasil quando aconteceu – mas suas melhores amigas não moravam mais aí, e nessa época eu simplesmente não conseguia imaginar o que elas passaram. Não que comigo tenha sido a mesma coisa, porque cada um sente de uma forma, e também porque com a mudança de escola e rotinas nos acabamos nos afastando – mesmo assim, encontrei com o Xandinho várias vezes antes mesmo de mudar para a Inglaterra.

O mais difícil nestas horas é não ter com quem desabafar mais profundamente, alguém para explicar e compartilhar a sua dor, e, pior ainda, não poder comparecer ao enterro e ao velório (pois literalmente não dá tempo!). Dá até uma certa culpa, de não poder abraçar seus amigos que estão passando o mesmo que você, e ter que ver o luto de uma forma diferente.  É nessas horas que um abraço de mãe, e o conforto dado pelos nossos pais, faz uma falta imensa! Mas não quero desanimar você que esta aí, lendo e pensando em fazer como eu e largar tudo pra ir embora. É que essas coisas acontecem mesmo, faz parte do ciclo da vida, mesmo que algumas vezes aconteçam cedo demais e além do nosso entendimento. A dor, as lágrimas, o choque, o luto, tudo isso existe; mas de uma forma diferente que do que se estivéssemos em casa. E são essas coisas , e mais outras que vou contar aos poucos para vocês aqui na minha coluna! Além da parte alegre da minha vida, claro. Mas achei que seria legal e importante, e que me sentiria melhor desabafando sobre esse assunto, que ninguém me lembrou e avisou quando pensei em vir para cá.

Em breve volto com assuntos mais divertidos e alegres para vocês, como a minha ida na Páscoa para a África do Sul, por exemplo!

Um beijo grande!

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