Dia Nacional do Maquinista Ferroviário – História e informação

Quem aí já viajou de trem? É a maior delícia do mundo, não é? Pois bem.

Foto: Hugh Sitton/Corbis
Foto: Hugh Sitton/Corbis

No ano de 2012, foi sancionada uma lei que instituía o Dia Nacional do Maquinista Ferroviário, a ser comemorado todo dia 20 de outubro. A data já era comemorada no estado de São Paulo e foi escolhida por ser o dia em que foi fundada a Associação dos Maquinistas e Ferroviários de São Paulo (AMAFER), em 1907.

Hoje, portanto, é o dia destes profissionais que, há mais de um século, conduzem máquinas cada vez mais potentes e modernas, movimentando riquezas pelo país.

O transporte ferroviário, no Brasil, foi incentivado para que produtos agrícolas circulassem; o objetivo era interligar áreas produtoras de matérias-primas com os portos, facilitando o escoamento dos produtos. Isso aconteceu principalmente por conta do ciclo do café, entre o final do século XIX e o início do século XX.

A primeira ferrovia do Brasil foi a Estrada de Ferro Mauá (ou Petrópolis), inaugurada em 1854 e construída por Irineu Evangelista de Souza. O nome dele pode parecer desconhecido, mas talvez facilite dizer que, após o feito, Dom Pedro II concedeu-lhe o título de Barão de Mauá. A locomotiva pioneira, chamada “Baroneza”, foi conservada e está exposta no Museu Vivo de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro.

Em 1889, na Proclamação da República, já havia cerca de 10 mil quilômetros de ferrovias construídas no Brasil, mas a grande expansão ocorreu durante os anos da República Velha (1889 – 1930), quando o presidente Campos Sales afirmou que não havia vantagem em manter as ferrovias sob a administração pública. A maior expansão se deu no estado de São Paulo, que chegou a ter 18 ferrovias.

Nesta época, a ferrovia que, antes, era denominada Estrada de Ferro Dom Pedro II, passou a ser chamada Estrada de Ferro Central do Brasil, uma das mais importantes, já que ligava os três principais estados do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

A Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA) foi criada em 1957 e tinha, por finalidade, reduzir déficits, padronizar procedimentos, moderar operação, reduzir despesas e aumentar a produção. No entanto, por conta das diversas crises pelas quais o governo brasileiro passou durante a democratização, a RFFSA sofreu importante abalo no orçamento.

Para reverter a crise, ocorreu um processo de privatização das ferrovias brasileiras, que foi efetivamente concluído em 1999.

Foto: Benjamin Rondel/Corbis
Foto: Benjamin Rondel/Corbis

E hoje?

Atualmente, no Brasil, há poucos ou praticamente nenhum transporte de passageiros por meio das ferrovias, que foram tomadas essencialmente pelo transporte de cargas. Há apenas uma linha ferroviária, que liga Belo Horizonte (MG) a Vitória (ES), que opera no transporte de passageiros diariamente. Além disso, no que diz respeito ao turismo, há linhas como Curitiba-Paranaguá (PR), Campinas-Jaguariúna (SP) e a linha urbana do Memorial do Imigrante (SP).

O transporte ferroviário é o meio mais ecológico que existe. Além da possibilidade de transportar um número considerável de pessoas e carga, a construção de estradas de ferro não afeta o meio ambiente tanto quanto a construção de rodovias, por exemplo, e a poluição proveniente dos trens é bem menor do que a dos veículos que trafegam nas rodovias.

Não importa se transporta pessoas ou carga, o trem é considerado um meio seguro, confortável, de baixo custo e ecológico.

Feliz Dia do Maquinista!

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