Turista ou Viajante?

   Um romano que passa os finais de semana no Fórum Romano ou no Coliseu,  um alemão que começa o dia visitando o muro de Berlin, ou um carioca que usa o bondinho do Pão de Açúcar todas as manhas não são realidades dos locais. Aliás, muito se fala sobre ser um turista e ser um viajante. Você sabe a diferença?

Claro que explorar novos lugares exige que conheçamos suas atracões principais. Torre Eiffel em Paris, Big Ben em Londres ou o Palácio do Planalto em Brasilia são, sem dúvidas, a must see attraction. Mas que tal experimentar conhecer a cidade como um local?

1. Um Local do Local
   Sempre que viajo procuro visitar lugares onde conheço pessoas. Claro que isso nem sempre acontece. Todavia, isso nunca torna-se motivo de desanimo, muito pelo contrario, aproveito para conhecer gente nova  através da indicação de amigos de amigos ou pelo maravilhoso Couch Surfing. O site surgiu a alguns anos com a ideia de dar sem esperar nada em troca. Ou seja, você pode hospedar um viajante e mostrar um pouco mais da sua cultura, cidade, costumes, ou então ficar na casa de um completo estranho (devidamente verificado e credenciado pelo site) e aprender de perto sobre sua rotina, amigos, família e hábitos cotidianos.
Além disso, destaco dois sites com dicas feitas por locais do destino aonde se esta indo
Living Like a Local
Not For Tourists
E uma excelente dica para economizar e pegar as melhores promoções seja la qual for o seu objetivo de viagem – aqui você encontrar cupons para todos os gostos:
Save Like Locals

   2. Markets. Mercato, Mercados
   A clássica opção de trocar e vender mercadorias, conhecida em todo o mundo, molda a cara de muitas cidades pelo globo, e muitos turistas ignoram uma visita ao mercado. Grande erro! Aqui se encontram de frutas e verduras a souvenires e ótimas barganhas. Vale a visita!

Mercado de Natal em Dresden – Alemanha

   3. Fale como um Local
Quando em Roma, faça como os romanos! Não, não estou dizendo que um certificado de fluência em italiano vai garantir um olhar mais íntimo em sua viagem à Roma, mas aprender o “BEABA” da língua nacional é largamente apreciado em todos os países do mundo. Mesmo com um forte sotaque ou pequenos erros, o turista que se aventura no “obrigado” e “por favor” do idioma local pode ir bem longe!

   4. Fuja dos points turísticos
Comprovadamente, 90% dos turistas passam por falsas experiências locais. Como assim? É o caso de você comer um crepe mal cozido por 20 euros em algum lugar que viu na revista, ou pagar uma fortuna em souvenir nas lojas da Champs Elysée. Calma! Isso não está errado, mas porque não visitar os mesmos bares e restaurantes que os locais e comprar onde eles compram?

   5. #GoOnline!
Compartilhar fotos e correntes no Facebook e Twitter já é mania entre a maioria dos usuários de redes sociais. Por que não gastar um minuto e colocar no seu status algo como: “Indo para (tal cidade) por 5 dias! Alguém com boas dicas?”. Tenho certeza que ira render algum bom contato, dica ou comentário.

     6. Evite rodinhas turísticas
Sempre gostei de conversar com as mais diferentes pessoas das mais distintas nacionalidades, mas quando estou pela primeira vez em uma cidade, procuro tentar me relacionar mais com os locais, evito grupos turísticos e transfers, assim, tenho a chance de usar o sistema publico de transporte, entender como eles andam por aí e, quem sabe, conhecer gente bacana.

   7. Ficar em um Hostel
Já fiquei em muitos hostels, e independente da estrutura ou situação social do país, TODOS possuíam pelo menos um ou dois bons hostels. Se você não curte dividir quarto ou banheiro com outras pessoas, você pode pegar uma suite privativa, e assim ainda tem a chance de conhecer muitaaaa gente na área comum, como sala de estar, bar do hostel ou cozinhando!

Além disso, na recepção dos hostels, a staff costuma ser formada por estrangeiros ou locais bem viajados, carregados de boas dicas para um viajante recém chegado, por isso, use e abuse da staff. Peça mapas, dicas de onde comer, o que fazer, como chegar, e, claro, quais os lugares que eles costumam ir!

Por Lucas Estevam

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