Do mundo para o seu guarda roupas – Moda e Viagem

Tudo começa quando você faz sua malinha, dá um beijinho na mãe e cai no mundo. Mundo esse que pode ser logo alí, mas que vai com certeza te transformar um pouquinho.

O primeiro passo para que seu estilo seja modificado, em um milímetro que seja, é sair de sua zona de conforto. Na verdade, cada vez que conhecemos uma nova cultura, um novo costume ou um outro aspecto do seu próprio país, tendemos a incorporá-lo em nosso estilo, no dia a dia. Viajar não muda somente a maneira como você encara as situações, mas altera também a forma como vemos a nós mesmos. A cada ida à praia, uma pulseirinha a mais. Cada ida à serra, uma malha diferente. Quem nunca ouviu um: “Você voltou mais estilosa”, após um intercâmbio?

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Imagem de reprodução

Posso dizer que quanto mais longe da cidade em que vive você estiver, mais “liberto” estará. Pensa comigo: as pessoas que moram em Campinas, por exemplo, tem um jeito próprio de se vestir. Tanto homens quanto mulheres. Isso é comum. Uma sociedade menor dita o “dress code” de uma cidade, que acaba criando, o que eu gosto de chamar, a moda uniforme (que inclui corte de cabelo, marca do sapato e perfume). Quando quebramos a barreira e saímos, começamos a ver o mundo fora da caixa, vemos que há muitas outras opções, até agora desconhecidas, que tem mais a ver com você do que “aquela saia bandagem”.

Quer um exemplo bem claro? Nas grandes metrópoles como São Paulo, Nova Iorque e Tóquio é difícil delinear um estilo definido da população. Por causa dos turistas e da enxurrada de influências étnicas, culturais e econômicas que estas cidades recebem, tudo vira uma grande miscelânea onde você tem total liberdade de ser e vestir o que der na telha. Não há imposição, e sim aceitação. Lembra que na semana passada eu disse que moda para mim é baseada em atitude? Pois então, quando ninguém está muito aí para o que você está vestindo e sim para o que você realmente tem a oferecer além da primeira impressão, a mente se expande e começamos a ousar, mesmo que devagarinho, novas coisas que se nunca tivéssemos dado o primeiro passo, não o faríamos, pelo menos não sem medo de errar.

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Na rua em São Paulo (reprodução)
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Nas ruas de Nova Iorque (reprodução)
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Nas ruas de Tóquio (reprodução)

Experiência própria, após morar um tempo na Irlanda, eu mesma passei a não dar tanta importância para o que os outros vestiam. Na verdade passei a dar mais atenção e valor para quem se arriscava e destoava na multidão. #pelomundodamoda incetiva: Diga não ao uniforme!

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A delícia da volta de uma viagem, é absorver cada experiência que tivemos e aderir ao que mais nos fascinou e chamou a atenção. Incluir sim na sua maneira de encarar as situações e também na sua moda.

Em encontro com a Gaby Amarantos, ela dividiu sua opinião sobre as influências que os lugares que conheceu tem em seu estilo próprio. Em poucas palavras me contou que adere não só aos itens de consumo mas também à bagagem cultural antropológica e incorpora tanto nas produções de shows, entrevistas e no próprio dia a dia. Traz consigo nas malas os ingredientes importantíssimos para o “liquidificador de coisas” que a cantora admitiu ser.

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Imagem de reprodução

Abra sua mente e explore outras fontes que a moda tem. Absorva e filtre diversos estilos para criar o seu.

Te espero semana que vem! Feliz Páscoa!

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