Desdobre-se nas viagens pedalando com dobráveis!

Por Philipe Branquinho.
Saudações viageiras!
Bom gente, logo nas primeiras postagens, havia comentado que o fato de viajar de bicicleta me garantiu um atributo de “louco”. Essa repetição para me referenciar acontecia com tanta frequência que eu incorporei o carinho e agora acho engraçado. E confesso que fica difícil pensar em alguma viagem sem pensar em bicicleta! Mas, como loucura, cada um tem a sua e, se todos forem ser “loucos” para viajar de bicicleta, mesmo que fosse um evento extraordinário de lindo, já não seria mais considerado uma loucura e ai, pedalaríamos tranquilos pelo alucinante e devorador trânsito automobilístico!
Como ainda falta um pouquinho para esta epidemia contagiar nossa população, quero relatar aqui, algumas experiências que tive com pessoas que mesclam viagens usando meios de transporte tradicionais para deslocamento entre as cidades acrescido com a versatilidade e mobilidade proporcionada pela bicicleta.
Hoje falarei um pouco das bicicletas dobráveis.
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Depois que encerrei minha viagem pelas cidades do Rio São Francisco, em setembro de 2013, fui para a Chapada Diamantina-BA onde fiquei por um mês. Neste tempo, encontrei algumas pessoas que viajam de todas as formas possíveis – um maravilhoso roteiro para quem gosta de turismo de aventura mas, antes de mais nada, contato com viajantes de todos os estilos –, mas uma em especial me chamou a atenção. Era um argentino que havia saído de seu país há alguns meses e perambulava pelo Brasil trabalhando, conhecendo, vivendo, se divertindo e pedalando. Estavan – o nome dele – me contou que tinha pedalado de Salvador-BA até a Chapada Diamantina (aproximadamente 400km), com sua bicicleta dobrável! Nossa, fiquei super espantado. Para vocês terem ideia, a roda de uma bicicleta dobrável é bem pequena (20’) se comparada a que estamos acostumadas (26’). Além disso, Estevan tinha 1,85m, o eu deixava a bicicleta ainda menor. Ele contou que vinha viajando pelas cidades de ônibus ou carona e que não abria mão da bicicleta pois quando chegava nas cidades, era seu meio de transporte urbano. Contou que com a bicicleta ele pôde conhecer muito mais dos lugares que passou pela autonomia que tinha para percorrer as áreas centrais e as vezes até locais mais distantes dos centros.
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As bicicletas dobráveis estão ganhando um espaço entre os ciclistas urbanos. Isso porque os modelos se mostram bastante versáteis ao se pensar na praticidade de guardar a bike. Com alguns movimentos, o volume da bicicleta pode ser reduzido praticamente pela metade, possibilitando embarcar em ônibus, metrôs e até mesmo elevadores. Normalmente as bicicletas vem com uma relação de 7 velocidades (marchas), o que permite também uma melhor adaptação nas áreas com declives nas cidades.
Fica aqui a dica da semana para quem quer viajar longas distancias usando os meios de transporte convencionais mas também quer ter um contato mais próximo com as cidades visitadas. Utilize uma bicicleta dobrável.
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Abraços pedalantes.

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