Aos amigos de uma viagem só

amigos  Segundo o I.P.E.E.P.M. (Instituto de Pesquisa e Estatística Estevam Pelo Mundo) 99,9% dos amigos feitos ao acaso durante check in em hostels, andanças em centros históricos e bate-papos com a poltrona ao lado no avião, talvez nunca sejam vistos novamente. Não importa a esquina do globo em que você passe. A minha ideia aqui vai além da origem territorial ou da língua materna. Sim, filosofo aqui dessa ideia – um tanto quanto louca – em que talvez você nunca, simplesmente NUNCA nem olharia na cara de um brasileiro da sua cidade, se não fossem as circunstancias em que se conheceram.

Adquirimos um carinho especial quando viajamos.  Uma empatia de origem desconhecida, de forma indefinida e conceito bruto. Um carinho único, por pessoas únicas. Pessoas essas que talvez você nem reparasse se estudassem na sua escola no Brasil, fossem vizinhos de porta ou tivessem amigos em comum. Pessoas tão desconhecidas, mas ao mesmo tempo tão disponíveis. Pessoas que te fazem sentir-se mais humano e diminuem as saudades. Pessoas que te fazem lembrar o valor de pessoas.atlas

Ah meu caro, as coisas mais preciosas da vida, não são coisas. E quem me ensinou isso foram eles. Foi o mochileiro que me emprestou um cadeado quando o meu estourou e precisava trancar o armário do albergue. A turista belga que pagou meu almoço quando fui roubado no centro de Roma. O dinamarquês que me deu carona até o albergue mais próximo quando eu apenas perguntei se ele falava inglês. A Romena que me ofereceu todos os sabores de frutas de sua barraca no mercado, mesmo sabendo que eu não iria levar nada; e até o Israelense que me deu um teto quando fui preso em Tel Aviv e nunca havia me visto na vida.

A vida as vezes pode ser tão previsível. Mas as pessoas não. Foram 15 meses fora de casa que me valeram por 15 anos. Parece que cada gesto generoso na gringa fica 15 vezes mais valioso que um gesto de bondade em casa. Pegar o metro cedinho e receber um sorriso de um alemão é como receber o boletim de final de ano e a menor nota ser 10. Derrubar uma pizza recém-comprada no chão e receber uma novinha, sem custo do lojista que nunca te viu. Coisas que passamos rodando o mundo.

Calma! Nem só de estranhos bons vivem os viajantes. Durante minhas jornadas conheci alguns “parentes” perdido no mundo. Descobri irmãos na Alemanha que me acompanhavam na praia ou na nevasca e uma grande Italiana que me ajudou – surpreenda-se – a aprender Alemão rapidinho. Chilenos que me lembravam o valor do povo Latino e japoneses que me fizeram entender melhor o que eu fazia ali, além de, claro, os brazucas que se tornam irmãos. São esses patrícios que tornam-se seu porto seguro e na hora de voltar pra casa te oferecem uma sensação de partida pra longe. Afinal, tornaram-se sua única família durante anos.

Talvez nos encontremos novamente. Talvez não. Talvez mantenhamos contato por Facebook. Talvez não. Talvez o laço criado permaneça pra sempre. Talvez não. Mas o que cada um representou na minha jornada fica. Cada lição, cerveja que tomamos juntos, trem que perdemos por segundos, esperas no aeroporto, vaquinha pra ir ao mercado, idas à lavanderia, visitas à prefeitura, a agonia diária pra aprender o idioma e a troca.  Ah, doar-se e receber do outro. Se você se identificou com esse texto, compartilhe. com certeza você conhece alguém, que conhece alguém que conheceu alguém, que conheceu alguém…

 

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