AS MARAVILHAS DA SUÍÇA PARTE I – ESTAÇÃO DE SKI LEYSIN + LAUSANNE

Fala, Viajantes! Tudo beleza?

No meu último post (leia AQUI), falei sobre a visita que fiz na Fantástica Fábrica de Chocolates Suíços Cailler. Ela fica localizada na cidade de Broc (espero que tenham gostado dessa experiência).

Por eu ter me apaixonado tanto pela Suíça e, sabendo que poucos brasileiros viajam pra lá logo de primeira, decidi fazer uma série com dois posts. Vou dar mais dicas bacanas dos lugares que conheci, na viagem que fiz em novembro de 2016. Foram 4 dias repletos de muita diversão, museus, gastronomia e muita andada pelas ruazinhas charmosas do país. A Suíça é símbolo de civilidade e educação, onde inclusive estão os melhores hotéis escola de hotelaria do mundo!

Embarque comigo nessa aventura! Tenho certeza que você também vai se apaixonar!

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Sobre o país:

Além dos seus bancos que abrigam fortunas inimagináveis. Mas o que muitos não sabem é que a Suíça é muito mais que isso.

Com várias culturas mescladas, não é à toa que tem 4 idiomas oficiais: alemão, francês, italiano e o romanche. Dependendo da parte do país que você visitar, um desses será mais falado do que o outro. O alemão é o idioma predominante e em alguns lugares. As pessoas nem sequer se esforçam para falar o francês, mas na maioria dos lugares que conheci, foi com o francês que eu me comuniquei. O inglês não é tão falado, mas vale tentar!

A capital do país é Berna. Embora haja muita gente se engane achando que é Zurich ou mesmo Genebra, que são as cidades mais famosas.

Como Chegar?

Saindo do Brasil, existem voos diretos de São Paulo para Zurich (parte alemã), através  da Swiss. Há também voos com conexão para Genebra e Berna com outras companhias aéreas.

No meu caso, como me hospedei na casa de minha amiga em Vevey (parte francesa), eu comprei com antecedência um bilhete de ida e volta. Usei o trem TGV Lyria saindo de Paris Gare Lyon para Lausanne, que custou 68 euros, um excelente deal. A viagem teve 4 horas de duração e lindas paisagens no caminho.

Vista da viagem de trem.

O trem era bem confortável e a vantagem comparada ao avião foi a ausência de limite de bagagens. Para comprar a passagem é só acessar o site da Rail Europe.

Qual moeda levar?

A moeda oficial da Suíça é o Franco Suíço. Uma moeda forte, um pouco mais barata que o euro, porém mais cara que o dólar. Na época que comprei, 1 franco custava R$3,11 e 1 euro R$3,73. Logo, não era vantagem levar euros pois minha amiga me falou que eu sairia no prejuízo na conversão. Afinal de contas, os estabelecimentos igualavam o euro e o franco.

Quais são as cidades principais?

O legal de viajar por um país não é só conhecer as cidades famosas, mas sim as cidades que de alguma forma pareçam mais interessantes pelas peculiaridades de cada uma.

No meu caso foi bem assim. Quando decidi que conheceria a Suíça, fui direto para o computador para pesquisar as cidades com atrações que mais me interessariam. Além de alinhar ao meu tempo curto no país, que foi de apenas 3 noites e 4 dias.

A capital da Suíça é Berna, uma cidade que parece nos transportar para o passado. Tem um lindo centro histórico, tombado como Patrimônio da Humanidade da Unesco. Genebra é conhecida como a Capital da Paz e abriga a sede da ONU e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Zurique é conhecida como uma cidade democrática. A cidade abriga mais de 50 museus e mais de 100 galerias de arte e tem uma vida noturna bastante agitada.

Como a minha estadia foi em Vevey, onde mora a minha amiga Luana (cidade do lado de Lausanne), ao chegar ela me falou dos lugares que seriam mais legais para eu conhecer. Principalmente por conta do meu interesse em Gastronomia e que também não fossem tão distantes.

Depois dessas informações básicas e essenciais sobre o país, vamos a primeira parte do roteiro !

DIA 1:

Saí da estação Gare Lyon em Paris às 07:57 da manhã em direção à cidade de Lausanne na Suíça. A viagem sem paradas teve duração de 4 horas. Cheguei na estação de Lausanne às 11:37 da manhã.

Após encontrar com minha amiga, pegamos o carro dela e subimos em direção às montanhas, nas curvas sinuosas que nos levariam para a cidade de Leysin. A cidade fica a 1h30 de Vevey e entre tantas atrações, abriga a famosa estação de Ski La Berneuse, a 2048 m de altitude e dentro dela, um incrível restaurante giratório. Isso mesmo que você leu: GI-RA-TÓ-RIO!!

Ao chegar ao pé da estação, compramos o passe do teleférico para subir, e custou 15 francos ( 47 reais). A vista era de tirar o fôlego e tinha neve para todo o lado.

 

Como estávamos com fome, decidimos aproveitar para comer um típico fondue de queijo e uma tábua de presuntos locais com a vista dos Alpes e do Lago Léman. O restaurante Tournant Panoramique Le Kuklos era maravilhoso e valeu cada centavo (não lembro o valor da conta mas não era nada absurdo, na escala de $$$ era $$). A comida era espetacular, sem falar na vista! 

O restaurante faz o giro de 360 graus em mais ou menos uma hora e meia, ou seja, durante a refeição era possível contemplar toda a paisagem. É a energia solar que faz o restaurante girar, super ecologicamente correto. 

Como é bem badalado, principalmente na temporada de inverno, a dica é entrar em contato para reservar com antecedência.

 

 

Depois do almoço delicioso, eu não poderia perder a oportunidade de ter a minha primeira experiência na neve. Brinquei pra caramba e fiz muitas fotos lindas. Uma experiência para jamais esquecer. Impossível não se apaixonar pelo lugar.

  

DIA 2:

Após o café da manhã, saímos para explorar a cidade de Lausanne, há cerca de 20 minutos de Vevey. A cidade de Lausanne é extremamente privilegiada por sua localização. Ela foi construída sobre três montanhas, rodeadas pelas encostas cobertas de vinhedos, com o Lago Léman a seus pés (em inglês é Lago Genebra). Do lado oposto, podendo ser visto da beira do lago, estão os Alpes Franceses.

Beira do lago Léman com os Alpes Franceses ao fundo.

O centro histórico da cidade é lindo e com um toque medieval, abrigando uma catedral gótica, considerada como o mais impressionante exemplo desta arquitetura em toda Suíça. Lausanne foi uma cidade diocesana por mais de mil anos. Em suas ruazinhas, cafés e boutiques dão charme ao entorno.

Lausanne é a capital olímpica e por isso também abriga um museu todo dedicado a história dos jogos mundiais e que vale muito a visita. Nas escadarias da entrada do museu estão gravados os nomes das cidades que já receberam os jogos. O nome do Rio de Janeiro já estava gravado quando eu visitei.

A chama olímpica fica logo na entrada do museu. Obras de artes coloridas no lindo jardim do museu representando as modalidades foram o local ideal para fazer fotos engraçadas. Eu não paguei nada para circular nessa parte externa e pra mim foi suficiente. O valor da tarifa para adultos a partir de 17 anos é de 17 francos (56 reais).

 

 

Na bela região portuária de Ouchy, estão atracados lindos barcos que enfeitam o lago. É nesse bairro que estão os hotéis mais famosos que parecem castelos, como o Beau Rivage Palace e o Hotel de l’Angleterre, onde se hospedam os famosos que vem à cidade.

Linda zona portuária de Ouchy.

Para almoçar, a minha dica é comer uma pizza no restaurante italiano Luigia, o melhor de Lausanne. A decoração é inspirada em uma sala de cinema vintage, com cortinas vermelhas, letreiro luminoso retrô e tudo mais.

Eu escolhi a pizza Tirolese, feita com queijo de ovelha, grana padano, abobrinha e tomates cereja, 38 francos (mais ou menos 120 reais), o preço é meio salgado mas valeu muito à pena pois a pizza era deliciosa e com ingredientes nobres que faziam jus ao preço. Tinham opções mais baratas no cardápio.

E aí, gostaram das dicas? Fiquem ligados que no próximo post terá mais dicas legais desse país maravilhoso!

Quem quiser tirar alguma dúvida é só me mandar um e-mail para [email protected] ou então um DM no Instagram @gastrosilas.

 

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