Irlanda, pode ser? – A última opção de sua lista também pode ser incrível!

Quem vem me acompanhando aqui no blog, já sabe que virei intercambista aos 31 anos. Você pode conferir o post AQUI. Foi quando embarquei para uma aventura na Irlanda, mais precisamente, na cidade de Cork. Deixei no Brasil o noivo e a nossa cadelinha, e fui realizar o sonho do intercâmbio. Claro que cheia de expectativas e vontade de aproveitar cada segundo.

Vista do River Lee, Centro de Cork.

Mas, por que Irlanda? Quer saber se eu sempre quis ou sonhei em ir para a Irlanda? Não!

O primeiro destino da minha lista era, na verdade, a Austrália. País que recebeu e abraçou tão bem minha grande amiga Cíntia (saudades ♥) de modo que ela não mais voltou. Toda vez que a gente se falava, ela me contava empolgada de como era viver em Adelaide. E sempre ficava na torcida para que um dia eu também fosse pra lá. E tinham outras coisas para levar em consideração como o clima (é claro que eu preferia fugir de regiões muito frias) e a facilidade de encontrar trabalho.

Na verdade, muito antes de tudo isso, quando eu tinha apenas 15 anos e era fanzoca do Oasis (por favor, não me julguem) o meu sonho era morar na Inglaterra. O país ainda tinha uma vaguinha lá na lista, junto com a Nova Zelândia, Malta e África do Sul. E a Austrália no alto do pódio!

Porém, eu e Mari (a outra querida amiga que embarcou nesse sonho comigo) começamos a pesquisar possíveis lugares e, principalmente, levantar orçamentos.  Pesquisamos também informações sobre as exigências feitas por cada país e possibilidade de trabalho, aí a minha lista desmoronou.

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Alguns países não permitiam que estudantes trabalhassem, outros eram cheios de exigências e protocolos, e outros estouravam o nosso orçamento. Quem colocou a Irlanda na roda de possibilidades foi a Mari. Aos poucos eu fui me convencendo (apesar de um grande ponto negativo, o clima!).

Primeiro, é Europa e é claro que a ideia de fazer um mochilão pelo continente no final do intercâmbio era animadora. Segundo, é muito fácil entrar na Irlanda. Basta apresentar na imigração documento que comprove que você está matriculado em uma escola no país e outro que confirme a sua hospedagem em casa de família ou residência estudantil. Daí você tem um mês para abrir conta no banco, depositar os 3 mil euros que eles exigem e solicitar o visto de estudante.

Campus da UCC, Universidade de Cork.

Abro parêntese aqui para dizer que, como o meu objetivo não é dar o passo a passo do processo, até porque existem sites e blogs que fazem isso muito bem, listarei alguns perfis de viajantes e agências no Instagram no final do texto para os interessados, ok?

Só posso dizer que é sim relativamente simples e fácil! Pelo menos, em Cork. Em Dublin já ouvi relatos de muitas filas e demora no atendimento. Bem, o fato é que uma vez com o passaporte carimbado e GNIB card na mão, pronto, você pode ficar oito meses no país (quando eu fui ainda era permitido ficar um ano, sendo seis meses de aulas e seis de férias). Pode viajar para outro país, sair e voltar de novo sem problemas.

Terceiro ponto, a Irlanda cabia no nosso orçamento. Na época gastamos pouco mais de 20 mil pila de escola, duas semanas de hospedagem, visto, grana pra levar. Além de tudo isso, Mari tinha uma colega de faculdade que estava em Cork e eu tinha um colega de mestrado que também vivia na mesma cidade (Humberto, que acabou virando um grande amigo ♥).

E eles foram verdadeiros anjos! Acabamos não contratando agência de intercâmbio, pois eles intermediaram tudo pra gente. E essa pode ser uma boa dica! Se você tem um amigo ou colega para ajudar, dá pra fazer tudo por conta própria e economizar uns “euricos”.

Minha primeira visita ao Fitzgerald Park.

Se eu me arrependi de abrir mão do meu destino número um da lista? De forma alguma! Com certeza, não!

É claro que eu ainda quero ir muito à Austrália, mas o intercâmbio na Irlanda foi fantástico. Eu acredito que aquele era o momento certo. Sabe quando a vida diz pra gente “é agora ou nunca”?. Penso que talvez, se eu tivesse titubeado e adiado os planos, as peças do quebra-cabeça poderiam ter se desencaixado. E aí, eu não teria ido nem para a Irlanda, nem para lugar nenhum.

Então, se o seu destino dos sonhos está muito distante, seja por qual motivo for, pense em dar uma chance a outro. Afinal, a última opção de sua lista também pode ser incrível!

*Conforme prometido, para mais informações sobre intercâmbio na Irlanda sigam:

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E não deixem de me seguir também! @gabrieladafonseca

 

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  • Daniel Andrade

    Parabéns amor, seus textos são sempre gostosos de ler.