O Caso United: Como agir em casos de overbooking (e outros perrengues!)

Fala,  viajantes!
Fiquei chocado com o caso da United Airlines desse fim de semana! :O
Vocês viram?

Bom, pra quem ficou meio por fora das notícias dos últimos dias, vou te atualizar! O caso do último domingo se espalhou pelas redes sociais e causou uma revolta enorme nas pessoas do mundo todo. Um passageiro foi expulso, à força, de um avião da United Airlines POR CAUSA DE OVERBOOKING! Isso mesmo!
Como se não bastasse ter quebrado o violão de um passageiro uma vez (lembram da musiquinha? Hahaha), a United deu relaxo novamente.

O fato foi filmado por outros passageiros e gerou uma série de repercussões negativas. O que fez o CEO da empresa pedir desculpas publicamente (vish..).

Masssss…porém, entretanto, todavia, a real é que em caso de overbooking, o piloto deve procurar por voluntários para serem reacomodados em outro voo. E tudo isso mediante compensação negociada entre o passageiro voluntário e o transportador (isso é regra, gente!). Mas, no caso da United, o passageiro não quis trocar de voo, a empresa então forçou a saída com polícia e deu no que deu!

A gente espera e reza que não, MAS, imprevistos e situações complicadas ou embaraçosas podem acontecer com todo viajante. Atrasos, cancelamentos, extravio de bagagem, desvios de rota e overbooking, – quando existem mais bilhetes vendidos do que lugares disponíveis.

Uma coisa boa é que, no último mês, entrou em vigor a nova regulamentação para o transporte aéreo no Brasil aprovada pela ANAC, e agora há regras melhor definidas para políticas de reembolso e deveres da companhia em situações como essa. (Faz joinha aí, galera!)

Tá, Estevam, mas e aí? O que fazer e quais são os nossos direitos?

A primeira coisa é procurar o serviço de atendimento ao cliente da companhia aérea. Aí, se não resolver, você deve entrar em contato com instituições como o Procon ou a Proteste (para saber mais sobre seus direitos e ser aconselhado sobre quais medidas – legais ou não – deve tomar dependendo da situação).

Ah, o passageiro também pode registrar sua reclamação diretamente na ANAC, ligando para 163.
Essas são algumas das regras que estão valendo agora! Olha só:

Desistência da compra de passagem aérea

Você tem até 24 horas depois do recebimento do comprovante de passagem para desistir, desde que o voo ocorra num intervalo de no mínimo sete dias da data da compra.

Overbooking

Todos os passageiros que compareceram no horário previsto para o voo, mas tiveram seu embarque negado, deverão ser indenizados. A compensação financeira será de R$ 1000 para voos domésticos e R$ 2000 para voos internacionais. Você ainda tem direito a embarcar no próximo voo, receber reembolso integral do valor pago pela passagem ou remarcar a viagem para o voo de sua escolha.

Bagagens extraviadas, violadas ou danificadas

Se a sua bagagem foi extraviada, ela deve ser devolvida em até sete dias (voos domésticos) ou 21 dias (voos internacionais). Se a companhia aérea não encontrar a bagagem dentro do período estipulado, deve manter o passageiro informado sobre todas as providências que tomará. A empresa também deve arcar com todas as suas despesas enquanto você não tiver seus pertences.

Agora, se a sua bagagem foi violada ou danificada, você tem até sete dias para fazer a reclamação, contando da data do recebimento da bagagem.

Reembolso

Caso desista da viagem, você deve receber o reembolso do valor do bilhete em até sete dias. A taxa de embarque deve ser devolvida integralmente, sem desconto.

Dependendo da política de cada companhia, podem ser aplicadas multas, mas seus valores não podem ultrapassar o preço da tarifa, mesmo que promocional. O reembolso pode, também, ser feito na forma de créditos para a aquisição de uma nova passagem aérea, desde que o passageiro concorde.
Se você tiver mais dúvidas, é só clicar aqui para dar uma olhada na resolução da ANAC.

E aí, viajantes? Alguém já passou por isso e foi melhor atendido que o passageiro da United?

  • Goytá F. Villela Jr.

    Felizmente, nunca passei por grandes perrengues em viagem. O máximo foram um voo cujo horário foi mudado, a companhia não avisou e o aeroporto só tinha dois voos por dia (tive que esperar 8 horas num aeroporto vazio e deserto pelo próximo voo, e perdi a conexão que iria fazer), e uma mala posta no voo errado (mas para a mesma cidade, foi entregue na minha casa horas depois).

    Quanto à United, já viajei por ela para os EUA, assim como pela American. Achei o conforto do avião e o serviço de bordo da United infinitamente superiores aos da American, que são de longe os piores que já vi, mas por outro lado, a American é a companhia mais organizada e eficiente que já vi *em terra*, tudo funciona, tudo é fácil e rápido, tudo redondo e azeitadinho. A United cometeu alguns deslizes comigo, embora nenhum grave (por exemplo, um funcionário no aeroporto de Chicago que me pediu uma “photo ID” mas nunca tinha visto um passaporte e não sabia achar a foto nele!).

    Mas isso foi há muitos anos e antes de a United se fundir à Continental e a American à US Airways; não viajei mais em nenhuma das duas depois disso. Dizem que o serviço da United foi para o buraco depois da fusão; a integração das duas companhias foi mais complicada do que o esperado, houve muitos problemas e o serviço nunca mais foi o mesmo. Já a American dizem que melhorou, o que foi uma surpresa, porque a US Airways era a companhia aérea mais detestada pelos passageiros nos EUA e tida como muito bagunçada, ineficiente e de serviços ruins. Mesmo assim, meus voos nela foram uma tortura tão grande (aviões velhos e MUITO desconfortáveis, comissários grosseiros e antipáticos, etc.) que hesito em recomendar, especialmente se o voo for num dos velhos Boeing 767.

    Mas a American é do Oneworld, e todas as companhias dessa aliança tiveram melhora nos últimos anos, segundo os fóruns e avaliações. Deve ser porque a British Airways é muito forte nessa aliança, e ela sofre muito com a concorrência das companhias do Golfo Pérsico (Emirates, Qatar, Etihad), que oferecem serviços geralmente impecáveis e tarifas competitivas. Então, ela teve que se virar.