Eu decido!

escolhas_caminhoSobre coisas que somente eu decido!

Quando eu era pequena, achava que aos 21 anos eu seria uma adulta perfeitamente madura e com a vida ganha. Que eu talvez fosse ser rica, tivesse um emprego legal e estivesse casada -olha só!

Mas tinha algo de MUITO errado nisso. Meus planos não bateram com os da Fernanda de 7 anos, e nem com os da minha tia de 47 , que com certeza me traçou mentalmente as mesmas metas – isso explicaria o fato de ela sempre insistir em perguntar se eu estou namorando. E vai inventar de ter um amigo homem pra ver… Vira meu namorado para família toda, sem ao menos eu ser consultada!

Quando é que vamos entender que isso tudo não passa de um padrão? Um padrão não-obrigatório, importante ressaltar. 

Eu decidi ser jornalista, das que vão atrás da notícia independente de que lugar do mundo ela esteja. Eu decidi que num futuro próximo quero ser uma mulher ainda mais independente e morar sozinha (sem a necessidade de estar acompanhada). Eu decidi aprender com a vida e com as milhares de desilusões e problemas que já tive. Eu decidi viajar o mundo, e que o único relacionamento sério ao qual eu vou me prender serão com o meu trabalho e com as metas de países que quero conhecer. Eu decidi por tudo o que me faz feliz  – e me faz viver!

Pode ser engraçado não ser tão adulta quanto eu imaginava que seria com essa idade (ou frustrante não ser tão rica), mas o mais legal de ter 21 anos é justamente ter idade o suficiente para viver um paradoxo: ter personalidade própria formada, pegar a estrada, fazer as próprias escolhas, aprender, arriscar, errar e (quase) sempre ter tempo para consertar. E ao mesmo tempo, sofrer por amor, entrar em crise existencial, chorar, se desesperar, e poder chamar pela mãe a cada vez que a situação apertar.

 

Por: Fernanda Lagoeiro.

Imagem: Reprodução.