Autoconhecimento: uma recompensa por viajar sozinha


Já ouviu dizer que viajar sozinha é uma experiência enfadonha? Que você vai sentir falta de uma companhia para dividir sua aventura?

Quando decidi embarcar desacompanhada para minha última jornada, muitos me propunham que eu deveria encontrar um acompanhante. Resisti. E foi a melhor coisa que eu poderia ter feito.

É preciso tomar uma dose de coragem antes de zarpar por conta própria pra qualquer lugar que seja, já que é um ato desafiador… e, às vezes, frustrante. O viajante tende a se sentir solitário e perdido em diversos momentos, e é esse o ponto em que o desafio se torna evidente.

Ao atravessar dias de solitude, episódios magníficos passam a despertar o entusiasmo de quem, antes, se sentia só. Quando a gente encara momentos de apartamento e começa a ser completamente autossuficiente em condições destoantes, passa a predispor determinação, perseverança, impavidez, e o mais importante de se edificar: autoconfiança. Você percebe que é suficiente.

Viajar sozinha, ainda que pareça assustador, te trará muitas recompensas por ser audaz. Estar sozinha é uma brecha para semear novas amizades, e você também passa a valorizar as pequenas coisas. Distante das pessoas que ama, somente com as suas malas, viajar desajudado te mostra diferentes formas de apreciar coisas essenciais da vida, e manifesta que não é preciso muito para ser plenamente feliz. Você se desprende de bens materiais e passa a concentrar suas energias nas pessoas queridas e em encontrar formas de deixá-las felizes e realizadas.

Esse desafio também é uma ótima forma de testar a liberdade. Para quem vive aprisionado pela rotina, é formidável ser o chefe. Escolher o itinerário, o que vai fazer naquele dia, onde vai comer. E, se você resolver passar o dia dormindo: seu chefe (você) liberou, então tá tudo certo!

E você aí, esperando o seu amigo ver quando pode tirar férias pra ir junto com você… pegue as malas e vá se revigorar.

 

 

Foto: Thais Bóbbo
Foto: Thais Bóbbo

 

 

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