O que vi no Inferno chamado Auschwitz – Parte 1

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Na primavera de 2014, visitei o conjunto de campos de concentração e extermínio chamado Auschwitz-Birkenau. O clima era triste, melancólico… Muitas almas se perderam ali de forma violenta, agressiva, indigna… Vi coisas que me chocaram… Me segurei para não chorar tanto… pois não chorar é difícil…

O famoso portão de ferro cujo escrito “Arbeit macht frei” (O trabalho liberta em Alemão) parece um deboche.

Auschwitz era o nome dado pelos alemães à cidade ao sul da Polônia que rodeava os campos de concentração e extermínio. Seu verdadeiro nome, em polonês, é Oświęcim. Na área de Auschwitz I, antigo centro administrativo do complexo Auschwitz-Birkenau, funciona um museu em que podemos ver óculos, produtos de higiene pessoal, roupas, etc. Enfim, tudo que as pessoas, sobretudo judeus, levaram acreditando que iriam começar uma nova vida. Mulheres, idosos e crianças eram descartados por não ter força laborativa.

 

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Na foto acima, temos alguns prédios do complexo, sapatos, latinhas de creme nívea, graxa para sapato… Tudo muito triste. O que me fez chorar foi ver em meio a uma grande pilha de brinquedos e roupas de criança uma boneca sem cabeça. Não sei se fora colocada ali propositalmente, mas ela é a metáfora da destruição que o Nazismo trouxe para todas as crianças que foram mortas ou perderam sua inocência, sua família naquele momento.

 

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Nas paredes do Memorial de Auschwitz há uma verdadeira galeria de fotos de identificação dos prisioneiros. Aqueles que não eram mortos logo que chegavam aos campos eram obrigados a trabalhar sob cruéis condições. Judeus, poloneses, ciganos romenos, homossexuais e outros prisioneiros morriam cedo.

Nos famigerados uniformes listrados havia triângulos invertidos costurados para fins de monitoramento. Os judeus usavam 2 triângulos sobrepostos, formando a Estrela de Davi. Já os homossexuais e ciganos tinham que ter o triângulo rosa e marrom, respectivamente. E assim por diante…

Fotografei 2 pessoas em especial. A primeira foi uma prisioneira polonesa. Seu nome era Helena Knilek. Foi trazida para Auschwitz em janeiro de 1943 e morreu menos de 2 meses depois. O segundo se chamava Mejer Israel Klahr e sobreviveu cerca de 3 meses. A guia nada disse de especial sobre eles. Todavia, me senti “no dever” de trazê-los à minha memória sempre que revisse as fotos desta viagem. Eles eram apenas números em Auschwitz, mas para mim serão pessoas de que me lembrarei com pesar para o resto da vida. Que descansem em paz!

 

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#viajaréminhacachaça

 

PARTE 2

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