Relacionamento à distância dá certo?

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Por Fernanda Lagoeiro

Depende de como você lida com isso. Relacionamento tem a ver com confiança, com admirar o melhor da pessoa e torcer por ela – independente de onde ela mora e em que situação esteja.

Tem gente que namora à distância porque tem um mundo particular do qual é difícil se desvincular – ou estuda, ou trabalha, ou não pode abandonar a família. Tem gente que namora à distância porque o(a) namorado(a) viajou, ou às vezes o seu par em questão é um estrangeiro.

O amor não tem regras pra acontecer: você pode se apaixonar pelo seu vizinho, pelo cobrador de ônibus, pelo cara que passou na esquina, ou pelo dj da balada em Barcelona durante um mochilão. Mas, se você não colocar algumas regras, não há relacionamento que sobreviva!

Amor à distância não abre espaço pra joguinho, pra briguinha boba, e nem pra ciúme desnecessário – isso acontece na maioria das vezes com quem fica perto. Aliás, relacionamento é estado de espírito: não precisa necessariamente estar perto para que haja sentimento. O problema é quando uma das partes abusa…

Claro que pode acontecer uma traição (ou duas, ou três!), a saudade pode pesar tanto à ponto de você não saber lidar (querer estar perto num momento triste, feliz ou de necessidade), a pessoa pode ficar diferente, o relacionamento esfriar e ela terminar com você por whatsapp. Estamos SEMPRE sujeitos à todo tipo de imprevisto, ou de término (é a vida né? fases se encerram para que outras comecem!). Ou ainda: e quando a sociedade julga? Porque seus pais não aprovam que você fique viajando pra ver o cara, ou sua tia fica perguntando como vai o relacionamento, ou seus primos vivem falando que é besteira e não vai dar certo.

Mas pode dar sim. Namoro à distância requer respeito – mais do que o normal!e uma boa conexão à internet – porque não se pode prender o outro. Se ele(ela) estiver longe, você vai ter que permitir aquele rolê de sábado à noite sem você. E você vai ter que confiar. E você vai ter que ceder (essa palavra machuca! Mas relacionamento à distância é quase que TOTALMENTE a ver com ceder – em ambas as partes).

Aliás, ainda sobre ceder, é um procedimento importante. Você vai ter que ceder parte do seu tempo para ser parte da rotina do outro, mesmo que incansavelmente, mesmo que às 3h da manhã, mesmo que por Skype, mesmo por mais difícil que pareça ser. Se fazer presente é essencial, porque a falta de contato pode afetar muito a relação. E você vai ter que ceder seu dinheiro e suas férias para visitar o outro, e a sua impaciência para dar lugar à um nível de compreensão nunca antes imaginado!

“Nossa, você defende relacionamento à distância como se fosse fácil!”. Fácil nunca é, né? Como dizia minha avó, “Se quer moleza, senta no pudim”. Mas quantas coisas foram fáceis na sua vida? Conheço gente que mora em estados diferentes e namora há muito tempo, conheço gente que namora estrangeiro, gente que conheceu a esposa no chat da uol e o namorado no tinder. Gente de histórias variadas, mas que encaram amor apenas como amor: como o ato e o efeito de amar.

Cazuza define bem: em um bom relacionamento, você tem que estar disposto á ser “pão, comida, todo o amor que houver nessa vida, e mais algum tipo de veneno anti monotonia”. Se o seu namoro à distância não deu certo, é porque não era pra ser. Se você não foi amado ou compreendido, não havia amor. E, se não abriram mão de nada por você, ou se você foi traído(a), é porque não havia amor, nem sentimentos, e nem caráter.

 

Imagem: Reprodução.

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