O Valle Sagrado – Viagem ao Peru – Lima, Cusco, Machu Picchu

 A Emperatriz, quem havia agenciado nosso passeio pelo Valle Sagrado, chegou pontualmente às 8:10 e, logicamente, não estavamos prontos, pois ainda tinhamos que separar uma mochila para passar a noite em Àguas Calientes (cidade mais proxima a Machu Picchu).

O tour pelo Valle Sagrado é exatamente o mesmo em todas as operadoras de turismo local. A única diferenca é o guia, que no nosso caso adorava o sistema entrar-olhar-fotografar-zarpar, mas conseguimos ter um excelente dia por lá.

O tour consiste em três cidades importantes da região do Valle Sagrado: Pisaq, Urubamba e Ollantaytambo. Como hoje era domingo, tivemos sorte de pegar a tradicional feira de Pisaq (cidade que vive basicamente de artesanatos. Nos deram a dica de comprar souveniers por lá, pois tanto em Cuzco como Machu Picchu nao sao dos lugares mais baratos, mas achamos os preços salgados e não levamos nada. Para comprar souveniers e artesanato de qualidade recomendo fazer-lo em Chinchero.

Os sitios arqueológicos são belíssimos e muito bem preservados. Antes de chegarmos a Ollantaytambo, fizemos a parada para o almoço típico em um buffet de comida peruana, onde um nativo flautista disseminava a harmonia através dos sons de sua flauta.
O que voce precisa saber antes de mais nada é que Inca, na língua nativa, quer dizer “rei” e na realidade houveram apenas 15 Incas durante todo o império, que se estendeu do sul da Colombia ao norte da Argentina!

Ollantaytambo

Ollantaytambo é considerada uma das principais cidades do Valle Sagrado. Foi la que Ollantay – um Inca, construiu sua cidade principal.
Todas as cidades Incas são caracterizadas por três “sitios” diferentes: o primeiro é a zona religiosa, onde normalmente um templo e um altar eram utilizados para cultuar o Astro Rei. A segunda zona é a agrícola onde vemos aqueles “degraus” nos morros feitos para o cultivo de raizes e grãos. E a última zona é a de convivência, ou residencial, onde os habitantes – chamados de Quechua (sim! A mesma marca das barracas e mochilas da Decathlon 😀 ) – viviam.
O que mais me impressionou aqui, foi como os Incas conseguiam transportar as pedras, que chegavam a pesar 9 toneladas, por quase 8 km de distância, e sem utilizar qualquer cimento ou forma de rejunte conseguiam construir suas enormes cidades, templos e Império.
De Ollantaytambo (“Tambo” quer dizer local ou cidade) tomamos um trem até a cidade de Águas Calientes, onde passaríamos a noite para as 5 da manhã partir para o tão sonhado destino: Machu Picchu.

Plaza de Armas de Aguas Calientes

   A cidade é relativamente pequena, com cerca de mil habitantes e vive basicamente dos turístas que peregrinam à Machu Picchu. Aqui a Plaza de Armas estava fervendo em pleno domingo a noite, com bandas peruanas tocando os ritmos locais flauteados e usando seus trajes cheios de “colores”.

Restaurante MARU que eu NAO recomendo!

Fomos jantar em um restaurante nesta praça que pareceu convidativo, e apesar da excelente comida, quiseram cobrar mais de duas vezes os valos dos pratos e bebidas, além de uma taxa de serviço de quase 30%. Em todos os lugares do Peru, não existe muito preço fixo, e reforço, novamente, o que falei no post anterior: atenção com o jeitinho Peruano!
Voltamos para o hotel e compramos água (muita água) , pois em Machu Picchu não existe onde comprar água ou mesmo comida, então esta é a dica número um pra quem vai conhecer a cidade perdida. Busquei uma farmácia 24 horas, mas ela estava fechada! Pois é, também não entendi! rsrsr

Com tudo certo, hora de partir!!!!

Por Lucas Estevam