Catacumbas de Paris – Um pouco de mistério na sofisticada cidade

Quando a gente pensa em Paris, vem logo à cabeça o complemento “a cidade do amor, da luz”. Paris não é “Paris”, Paris é na verdade “Paris, a Cidade do Amor”, “Paris, a Cidade da Luz”.

Uma cidade toda cheia de requinte, de elegância, de perfumes e fragrâncias. Um país que guarda a região responsável pelo champagne, os queijos mais cobiçados e os croissants mais procurados. Paris, à primeira vista, é sinônimo de sofisticação.

Acontece que esta mesma cidade romântica e iluminada guarda mistérios e atrações turísticas que não são tão contos-de-fadas assim.

As Catacumbas de Paris são uma das atrações mais visitadas pelos turistas. Trata-se de uma espécie de ossário subterrâneo, organizado num sistema de túneis e cavernas que passam 20 metros abaixo da terra na cidade e são resultado de anos de exploração das pedreiras, desde que Paris era uma cidade do Império Romano.

Foto: Moeqrie/Flickr

Foto: Moeqrie/Flickr

A história conta que, na metade do século 18, os cemitérios localizados nas Igrejas de Paris estavam superlotados, por conta do crescimento da cidade e do acúmulo de gerações e gerações, e num estado grave de insalubridade. Foi decidido, então, que o sistema de cemitérios deveria passar por uma reformulação. Novos cemitérios foram construídos.

No que dizia respeito às superlotações, a solução encontrada foi transferir as ossadas para os túneis abandonados – mas, claro, de forma que a estrutura do subsolo fosse reforçada, a fim de evitar desabamentos e qualquer tipo de inconveniência. Apenas a partir do início do século 19 é que os ossos foram dispostos de maneira “artística”, com certa criatividade, já que antes haviam sido jogadas de qualquer jeito.

Foto: Moeqrie/Flickr

Foto: Moeqrie/Flickr

Como já poderia ter sido previsto, depois disso, as Catacumbas de Paris foram utilizadas por vários grupos, para os mais diversos fins. Foram usadas por soldados durante a Segunda Guerra Mundial, por ativistas políticos, religiosos, traficantes, artistas e, claro, aventureiros. Houve um tempo em que até cabos de telefone, televisão e internet passaram por ali.

Há cerca de 300 quilômetros de galerias subterrâneas na cidade, mas nem toda a extensão é coberta por ossos. Aliás, hoje em dia, apenas dois quilômetros são liberados para visitação e aqueles que são pegos vagando pelos locais proibidos são obrigados a pagar uma multa de 60 euros.

Logo na entrada, há um recado gravado acima da porta “Pare! É aqui o Império da Morte”, então, se você não é dos mais corajosos, fica essa dica. Durante os finais de semana e as férias, o local é muito movimentado, por ser uma das principais atrações turísticas da cidade. Além disso, o passeio dura pouco menos de uma hora e não há banheiros no local.

Foto: Laika ac/Flickr

Foto: Laika ac/Flickr