Valência, na Espanha – Roteiro completo sobre a cidade

Foto: Isadora Cipola

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Valência é meu ponto fraco no mundo. Eu sou louca por essa cidade, pela Espanha, pelo idioma. Valência é a junção de vários aspectos positivos de uma cidade para mim: praia, edifícios de arquitetura impressionante, gastronomia, bares e baladas espetaculares, centro movimentado e vielas tranquilas.

Há diversos lugares que não podem deixar de ser visitados, por isso fiz um roteiro com os principais pontos da cidade.

A começar pelo complexo Ciudad de Las Artes y Las Ciencias, que comporta várias atrações e é todo desenhado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava. O complexo abriga o Hemisférico (uma sala de projeções enorme, a maior da Espanha), O Museu das Ciências Príncipe Felipe (um dos maiores do país, aborda temas como ciência, tecnologia e meio ambiente, em exposições interativas e curiosas), o Oceanográfico (o maior aquário da Europa, sobre o qual fizemos um post exclusivo), o Palácio das Artes Rainha Sofia (um espaço para eventos musicais, óperas, concertos e centro cultural), o Umbracle (espaço em que pode se admirar todo o complexo e que também abriga uma das baladas mais procuradas da cidade) e a Ágora (espaço para eventos culturais, exposições, concertos). O mais incrível deste complexo é que é um ponto de referência na cidade e pode ser facilmente observado por quem está sobrevoando a cidade no avião.

Foto: Isadora Cipola

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Foto: Júlia Pereira

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A Universidade de Valência é pública e uma das mais antigas e importantes da Espanha. Ao longo da avenida Blasco Ibañez, estão dispostos os prédios de cada um dos cursos, o que faz com que exclusivamente este ponto da cidade seja fortemente marcado por um clima de cidade universitária. Há pessoas andando de bicicleta por todos os lados e carregando cadernos e mochilas.

Aliás, no que diz respeito ao transporte, Valência possui diversas opções: automóveis, ônibus, metrôs e bicicletas – há a possibilidade de aluguel de bicicletas, que ficam disponíveis aos valencianos e turistas distribuídas em diferentes estações por toda a cidade.

O centro de Valencia é bem movimentado, com as mais diversas lojas (inclusive C&A, acreditem) e, como não poderia deixar de ser, os famosos El Corte Inglés, uma espécie de shopping com cerca de 8 andares (ou um pouco mais) que abriga diversas marcas. Cada andar é responsável por um tipo de artigo, como perfumaria, roupas, esportes, objetos para a casa, entre outros. É de ficar perdido e, ao mesmo tempo, maravilhado com a quantidade de opções num mesmo lugar.

Foto: Isadora Cipola

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Valência é uma cidade completamente arborizada, inclusive onde há avenidas. Os parques são preservados e merecem uma visita. Há o Jardines del Real (ou Jardines del Vivero), por exemplo, e o Jardín del Turia, que é o maior parque da cidade e, dizem, o maior jardim urbano da Espanha.

Foto: Isadora Cipola

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Pra quem gosta de futebol, há o Mestalla, estádio do FC Valencia, cuja visita é guiada (cada visitante recebe um controle regulado conforme o idioma que deseja ouvir) e remonta a toda a história do clube e da cidade.

Foto: Isadora Cipola

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Outros lugares que são legais de visitar são: a Torre de Serranos, que é uma das portas que sobraram da antiga muralha que cercava a cidade de Valência e, hoje, proporciona uma vista incrível para quem chega ao seu topo; o Mercado Colón, que é como um mercado municipal, cuja arquitetura é impressionante; e a Praça de Touros, onde ocorrem as touradas (não entrei, não gosto de touradas, mas a fachada é linda!).

Foto: Isadora Cipola

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Na minha opinião, a praça mais bonita da cidade inteira é a Plaza de la Virgen. Situada no centro, ao seu redor estão os principais edifícios da cidade: a Catedral de Santa María, a Basílica de la Virgen de los Desamparados e o Palacio de la Generalidad.

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As ruas e vielas que circundam a praça são os pontos de maior badalação durante a noite – principalmente no verão, valencianos e turistas saem para a rua quando baixa o sol. Há diversas opções de bares, há ruas tomadas por vários deles. As baladas (chamadas discos ou clubs) são uma boa pedida para quem aguenta o agito, isso porque o ritual consiste em ficar nos bares na rua até um pouco depois da meia-noite e, aí então, seguir para alguma balada.

Atenção para Bolsería e Las Animas Del Puerto, duas baladas completamente diferentes, mas igualmente fantásticas. A primeira situa-se no centro, próxima aos bares anteriormente citados, e é pequena, mas muito divertida. A segunda é uma super balada, com dois andares, diversos ambientes (cada um com um estilo de música diferente) e um terraço espetacular, onde se pode observar o nascer do sol. Sim, a noite em Valência não tem hora para acabar.

Quanto à gastronomia, Valência não deixa a desejar no quesito “dieta mediterrânea”, com fartura de arroz e legumes frescos, além de pães (não importa de qual refeição do dia se trata). A Paella Valenciana é, com certeza, o prato mais recomendado e mais conhecido, não dá para conhecer Valência sem experimentar. Há também as patatas bravas, que são servidas, na Espanha, no lugar das nossas batatas fritas (são batatas cortadas em formato de cubos pequenos, cozidas ou fritas, acompanhadas por dois molhos, um de pimenta e tomate e o outro de alho), e as tapas, que são petiscos.

O meu maior conselho da cidade no que diz respeito à comida é “Cervecería 100 Montaditos”. Trata-se de um lugar onde são servidas tapas, saladas, cervejas e os montaditos, que são um tipo de tapa, mas o mais importante: o preço é incrível! Quanto às bebidas, a horchata é tradicional, uma bebida um pouco leitosa, feita com chufas e sem álcool; entre as bebidas alcoólicas, a Água de Valência é um coquetel feito com cava e suco de laranja.

Por último, mas não menos importante (não mesmo, pelo contrário), a praia. Valência têm algumas praias, entre elas a Malvarrosa. Trata-se de uma praia com ampla faixa de areia branca e fina, em que há passarelas para atravessá-la e chegar até o mar. Apesar de a água ser fria e haver muito vento (tenho areia na mochila até hoje), vale a pena por ser uma praia vasta, com uma orla larga, em que dá para correr, passear, conversar. Além disso, não há prédios ao redor da praia, o que dá a impressão de vastidão. Uma coisa que me chamou muito a atenção foi a quantidade de latões de lixo na areia, o que ajuda a manter a praia limpa, já que, de uma lixeira a outra, não dá nem 20 passos.

Foto: Isadora Cipola

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