Wally, simbora viajar?! – Vem conhecer o Mundo

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09h00 e estou sobrevoando a deslumbrante paisagem carioca, onde Wally esteve há pouco. Dessa vez, rumo à capital mineira. Mais uma viagem de mochila vazia, na certeza que voltará cheia de emoções e aprendizados. Confesso, comecei a escrever esse post e até agora não sei sobre o que vou falar. Não importa, estou literalmente no céu e, aqui, o pensamento voa.  Viajar, no sentido ambíguo da palavra, pode ser isso: perder o destino, esquecer o roteiro, encher a mala de interrogações, mas ter a certeza que, no final, histórias e estórias inesquecíveis serão acrescentadas ao acervo da vida.

Se eu pudesse sugerir uma droga universal para qualquer enfermidade, certamente uma dose de “viagem” comporia tal receita. Até meus 26 anos, consigo garantir: as melhores sensações que já tive na vida foram sentidas em ambientes fora de casa (a comida caseira de mainha tem seu lugar ao sol, não entra na disputa). O exercício é simples: tente rememorar os únicos momentos do ano em que as legendas de suas fotos são “obrigado, Senhor!”, “#partiu”, “até que enfim!”, “vem-ni-mim, férias!”, “o paraíso é aqui!”. Até mesmo você, que viaja uma semana por ano apenas para visitar seus avós no interior, irá compartilhar desta verdade.

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Como militante e entusiasta do Partido dos Viajantes, este será o meu mais inafiançável voto: te estimular a conhecer o mundo. Não me refiro a fugir de casa ou abandonar a família, mas a experimentar ver o mundo sob diferentes latitudes. Existem cenas da vida em que simples imagens conseguem transmitir, com fidelidade, a sensação de tê-las vivido. Porém, as únicas que se eternizam no HD da memória cerebral, capazes de driblar qualquer mal de Alzheimer, são aquelas que enxergamos com os nossos olhos ou sentimos com o próprio tato, exatamente assim, com a riqueza do pleonasmo.

A primeira reflexão antes de fechar a mochila e sair de casa deve ser: que tipo de viajante sou eu? Esse perfil irá nortear seu planejamento e, principalmente, seus limite$. Não queira concluir que esta é uma relação matematicamente direta, do tipo “quem tem mais dinheiro só pode viajar para Paris e ficar em hotel de luxo”. Não, se desapegue do status salarial; perfil tem a ver com o que você gosta de fazer, com o nível de atmosfera que conforta seus pulmões, com o tipo de gente que pretende se relacionar. Se não encontrar nenhuma alcunha adequada, faça como @wallygoes, crie a sua.

Apesar de chinelo itinerante, eu não sou um consultor de viagens. Mas, dentro das minhas limitações, posso listar algumas dicas válidas:

  • Planejamento é essencial. Após definir o destino, é imprescindível organizar as folgas/férias para que coincidam com o período. É válido balancear as altas e baixas temporadas para sua conveniência: estar no agito e formigueiro da alta e torrar todo o 13o, ou aproveitar a tranquilidade e preços acessíveis da baixa. Lembrando que alta não tem necessariamente a ver com sol a pino: o inverno dos Alpes Suíços é tão altí$$ima temporada quanto o verão badalado de Ibiza. E, acreditem, viajar pode sair muito em conta quando se tem planejamento – nem que seja preciso se alimentar de miojo o mês inteiro. Cada centavo economizado valerá a pena, afinal, como reza a clássica:

    Viajar é a única coisa que você compra que te deixa mais rico.

  • Buscar dicas e promoções. Hoje em dia, temos um PhD virtual ao alcance de nossos dedos: o que o Sr. Google não souber te informar, raramente encontrará em uma biblioteca universitária. Existem blogs com infinitas e excelentes dicas de viagem e promoções em tempo real. Destaco e recomendo o MelhoresDestinos, meu click diário matinal. Além disso, vale a pena ficar antenado aos sites de compras coletivas, como o HotelUrbano e afins, sem esquecer de checar suas reputações. No quesito estadia, não deixe de buscar e comparar preços no Booking; ou, para quem é integrante do meu nobre perfil, HostelWorld na cabeça – e no bolso!
  • “Eu pesquiso compro no Decolar.com, e você?” Esta também é uma poderosa ferramenta de busca de passagens aéreas, que deve compor a barra de favoritos de qualquer aspirante a mochileiro. Mas, não leve o slogan ao pé da letra: não compre no Decolar, apenas pesquise; comprar diretamente no site da Cia aérea poupará uma saborosa refeição para o seu bolso e estômago.
  • Comece pelo Brasil. Depois de conhecer e se encantar com a pluralidade ecocultural tupiniquim, perceberá que nosso país é um verdadeiro continente, e que essa experiência servirá de trampolim para alçar voos internacionais.

Uai!, mal decolamos, o piloto já pediu para desligarmos os equipamentos eletrônicos, inclusive do modo avião. Demora nadinha, sô! Apenas 1 hora de relógio separa o Pão de Açúcar do pão-de-queijo mineiro! E o cheirinho já tá salivando… Em breve, novas chineladas da simpática Beagá!

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@wallygoes to Lagoa da Pampulha – Belo Horizonte/MG – click e siga no Instagram

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Ah, o meu perfil? Viajante-chinelo. Na mais autêntica tradução. E o seu?!

Por Helder Góes