Viagem sem volta – por que é importante fazer intercâmbio

Foto: reprodução

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Desde que estive em Valencia, em 2012, todo julho é a mesma coisa: saudades, lembranças, uma vontade quase incontrolável de voltar. De na verdade nunca ter ido embora.

Além de a cidade ser maravilhosa, era um momento pelo qual eu esperava há muito tempo: sair de casa, sem saber o que iria encontrar pelo caminho. O frio na barriga foi rapidamente substituído por uma felicidade que eu nunca soube explicar.

Valencia foi meu primeiro contato com o impulso indescritível de querer percorrer o mundo inteiro sem parar, de querer conhecer cada pedacinho de terra e água, cada cultura, cada parte que dá vida a este planeta. E eu não trocaria este impulso por nada.

Trata-se de um vício. Mas um vício da melhor estirpe. Viajando fui capaz de fazer amigos que nunca imaginei encontrar, pessoas sem as quais minha vida, hoje, não teria tanta graça. Estávamos todos ali, reunidos pela vontade de aprender outra língua, conhecer outro país. Por algum motivo, estávamos na mesma cidade, na mesma escola. Cada um de nós pertencia a uma parte do mundo, algumas muitíssimo longe de outras. Posso dizer com certeza que a experiência de conviver com outra cultura esbarra na afirmação de valores pessoais e sociais.

Viagem se faz com o corpo e com a alma. Viajar constrói caráter e não depende de possuir tanta grana assim quanto se pensa… Quantos não são os que rodam o país com apenas uma mochila nas costas e uma bicicleta? Ou os que saem sem destino e sem dinheiro, apostando apenas na sorte e no conforto de sofás desconhecidos?

Pra viajar, basta querer. Pra gostar, basta tentar uma primeira vez. Não tem contraindicação. E depois disso, eu garanto, é pra vida toda. Essa história de viajar é realmente uma viagem sem volta.