Sobre borboletas no estômago e expectativas pré embarque – O que aprendi com minhas viagens

Quase perdi esse ônibus, mas graças ao QUASE, já estou a caminho do aeroporto.  Parece que nunca vou aprender a manter a calma. Independente do número de voos e das cidades que visitei. Não enxergo o final de uma viagem como o final de um ciclo, mas sim o começo de cada uma como um novo EU. Aliás, não enxergo loucas aventuras ou longos intercâmbios como o final de nada, mas sim, o começo.

travelToda vez a mesma coisa. Toda partida a mesma sensação e eu espero que esse frio na barriga nunca suma. Não importa se é um final de semana ou uma graduação de faculdade que leve quatro anos longe de casa. O novo vai sempre me fascina. Ah… o novo. Tão belo e sedutor, tão frágil e muito cruel. Em pouco tempo, o novo ensina, aproxima, fascina. O novo deixa de ser novo e torna-se íntimo. As estranhas ruas e trilhos de trem tornam-se rotas cotidianas de uma nova rotina. De uma nova visão, uma nova alegria.

Sim. Descobri a alegria nas pequenas coisas e nos simples gestos de minhas viagens. Descobri que sorrisos de estranhos, são muito mais sinceros, quando seguidos da ausência de segundas intenções. Percebi que o novo pode me dar medo, mas que o sabor desse medo é doce, como as memórias que levarei de cada nova jornada. Muitas vezes acredito que não busco novos lugares, mas busco novos olhares. Não busco novos amigos, apenas novos momentos.

Passageiros entram, passageiros saem, mas nada que passou por você, foi passageiro. Afinal, borboletas no estômago são queridas, são antigas, são amigas.

Que venha a segunda temporada do programa! 🙂

Por Lucas Estevam

Imagem: Reprodução.

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