Tudo novo, de novo – Por que partir pra estudar no exterior?

Por Veri Miranda

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Novamente venho aqui pra contar mais um pouquinho sobre a minha experiência inicial na Inglaterra, mais precisamente em Oxford. No post anterior, falei pra vocês sobre o meu programa e curso que fiz na Universidade, mas não vou parar por aí! Afinal, quero fazer disto meu hobby e minha diversão :). Na realidade, quero contar mais coisas legais (ou não) que vejo aqui na Gringa pra ajudar você que pensa em vir pra cá morar, estudar, passear ou simplesmente é curioso e apaixonado por viagens como eu! Deixem comentários com sugestões, ideias, o que vocês querem saber daqui, etc que assim me oriento. Bom, chega de ladainha e vamos ao que interessa. 😉

“Welcome to the country that did not invade 22 countries of the world, UNITED KINGDOM. Welcome to the stories of a town that seems like it came out of a book, to the town that houses one of the most prestigious universities in the WORLD: WELCOME TO MY OXFORD.”

A cidade de Oxford, além de ser a casa de uma das universidades mais respeitadas do mundo, é também casa de diversos alunos, diversos turistas, e de muita gente esquisita. Falei super bem da universidade no post passado, e não vou negar que é cem por cento verdade, mas se tem uma coisa que preciso confessar é que Oxford é – sem dúvidas – uma cidade cheia de alunos esnobes. Ok, não são todos e não posso generalizar, mas posso dizer que pelo menos 80% deles vivem em um mundo que muitas vezes me perguntava qual noção de realidade e mundo esse povo tinha. E mais: está pra existir uma cidade com pessoas tão“esquisitas”, sem preconceitos ou pré conceitos. Se vocês acham que os campineiros (a minha cidade e do Estevam) e os cariocas são marrentos, esnobes, malas, meu bem, venha para cá para experimentar. A lenda urbana de que o povo Inglês é bem mais reservados, frio, “enferrujado”, com alguns conceitos e ideias do Século I, não surgiu à toa.

No começo da minha vida na Inglaterra, não foi fácil. Alias, tenho que dizer que não foi um mar de rosas, mas pelo contrário, as duas primeiras semanas foram terríveis, e as primeiras semanas de aula foram piores ainda! Aqui é assim, cada um “mind your own business”, cada um cuida da sua própria vida, não quer dizer que eles são mal educados, longe disso, porém, se você precisa pedir informação, eles te auxiliam mas termina por aí. Em Oxford a história era outra, os alunos são super fechados e dependendo do curso, mais ainda. Acredito que por serem parte de um grupo tão elitizado, acabam se fechando ao ponto de que mesmo que você esteja lá fazendo intercambio, estudando que nem eles, ainda assim alguns acham que você não é bom o suficiente para fazer parte do grupo de amizade deles. No começo, me perguntava se eu não conhecesse ninguém que já era parte deles, se eu iria conhecer alguém daquela faculdade, porque não era possível.  Sabe quando você se dá conta que não conhece ninguém e está sozinho a milésima potência, não tem companhia, não sabe o horário de funcionamento das coisas e você pensa: “Por que é que eu fui me meter nessa?!”. São nessas horas que bate a saudade de casa, daquele Brasil onde você vai comprar pão e o padeiro te conhece, onde o frentista te chama pelo nome devido a quantidade de vezes que você foi abastecer, onde o sorveteiro da praia é extremamente simpático, dos seus amigos que você sabe como são, mesmo que você passe um tempo sem falar com eles, que se você for a um bar sozinha com certeza volta pra casa conhecendo metade. É aí que vemos o que é diferente, e é ai que assusta, que não dá pouco medo, dá medo pra CARAMBA, que dá vontade de chorar, vontade de desistir, de ir embora. Nessa hora que aquela frase que o filho chora e a mãe não vê é verdade, e a hora que a vida separa o menino do homem, a menina da mulher. É a hora da a tal frase “quando a água bate na bunda” ou você sai correndo ou nada contra a mare na esperança de achar uma ilha. Obviamente, sem falar de que você mora num pais que ainda não conhece, independente de saber falar a língua, você está sozinho, com um bando de pessoas estranhas que você nunca viu na vida, que não tem pai e mãe para ajudar (a não ser pelo telefone ou Skype), num clima completamente diferente, sem contar tudo isso.

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Os meus amigos se restringiam APENAS as pessoas do meu grupo, do grupo que estava fazendo intercâmbio, a grande maioria deles, americanos. Com eles sim era divertido, saíamos pra comer, beber, tomar café, e nos entendíamos super bem. Acho que no fundo, quando estamos longe de casa, fica fácil nos identificarmos com quem também está longe de seu lar. Alias, como dizem os viajantes: “uma viagem não é medida em milhas, mas em amigos”. E ainda assim, mesmo não conhecendo nenhum local, sentia que as coisas estavam melhorando.

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Mas como diz o ditado, depois da tempestade vem a calmaria. Depois do primeiro choque cultural, de achar todo mundo muito frio, reservado, esnobes, arrogantes, um bando de malas e etc, as coisas começaram a melhorar; mas vou deixar vocês pensando o que eu fiz. Eu, Veri, que tenho fama de falante, que as pessoas tiram sarro porque conheço todo mundo, que sou expert em fazer network, que sei falar, me comunicar, ir atrás, que sou batalhadora, e aquele monte de outras coisas. No começo meu bem, não tinha essa pessoa, mas o que eu fiz, eu conto para vocês num próximo post na semana que vem! Então senta aí e me espera que vou te contar o que eu fiz, como eu fiz os ingleses se apaixonarem pela PRIMEIRA BRASILEIRA INTERCAMBISTA em Oxford, o que eu fiz para sair dessa e de uma hora para outra viver A melhor experiência e dias da minha vida.

Um beijo grande e até semana que vem!

  • Bruno Ferreira

    Que fantástico o lugar! Parece Hogwarts

    • Oi Bruno! Fico feliz em ver voce denovo aqui nos meus comentarios. Proximo post coloco mais fotos de la para vc ver! ‘E bem legal e bem bonita. Volte sempre! Bjs

  • Renata

    Adorei. Puxa, não sabia que tinha sido tão difícil, podia ter pedido colinho. Aguardo o próximo capítulo já que agora está mais fácil. Bj

    • Oi Re! Obrigada pela visita. Voce viu so, este foi meu primeiro choque sem duvidas. No proximo post as coisas estao bem melhores. Bjs

  • Rafael T Valle

    Veri!!!!! Que texto 10! Gostei muito do fato de você compartilhar este outro lado da sua experiência. Fiquei imaginando o que você passou sabendo um pouco de como você realmente é. Deve ter sido muito difícil. Mas deve ter sido muito útil para você. Vou passar a visitar mais este site. Bjs e ótima semana! Rafa

    • Oi Rafa!!!! Obrigada pelo comentario!!! Fico muito feliz que voce gostou!! Apareca sempre por aqui para saber sobre as minhas peripecias aqui na terra da rainha! Beijos

  • Roberta Ponce

    Olá Meu Amor!

    Por outro lado veja o quanto você foi forte e se superou, seu pontencial esteve e esta cada vez maior.
    Sempre acreditei em suas capacidades!

    Te amo! LOVE YOU!