O primeiro Van Gogh a gente nunca esquece

Por mais que Dublin seja famosa por sua vida noturna badalada, suas cervejas e festivais ainda há muito mais a ser descoberto nessa ilha.

Voltando um pouco no tempo gostaria de lembrar que a Europa foi o berço de importantes escolas artísticas como renascentismos, impressionismos e expressionismo. Grandes nomes surgiram em meio à arte e se registraram na história para a eternidade, entre eles Botticelli, Michelangelo, Leonardo da Vinci, Van Gogh, homens que talvez não tiveram seu devido reconhecimento em suas épocas mas encontraram alguma forma de expressar suas almas e serem lembrados.

Atualmente, diversas obras desses artistas encontram-se espalhas pela Europa e pelo mundo. Alocadas em museus e galerias, pontos fundamentais de paradas, essas obras recebem milhares de visitantes, apaixonados por arte ou que buscam entender a sua importância.

Pensando nisso passei a me questionar sobre o que seria viajar. Entendi que viajar não implicava apenas ver belas paisagens, como montanhas, praias e castelos. Viajar consistia em algo maior, que talvez não existisse uma definição universal, mas que com certeza tinha como um de seus fundamentos se entregar ao lugar onde você está, absorver de diversas formas possíveis sua riqueza e apreciar cada centímetro daquele lugar.

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Passei então a buscar a riqueza artística que Dublin poderia oferecer e em meio a diversas opções uma galaria de arte me chamou a atenção. A pequena galeria surgiu em 1864, partindo de entusiastas da arte que buscavam trazer a ilha o que de velho havia nesse ramo. Hoje, completando 150 anos, National Gallery abriga obras de grandes artistas irlandeses como William Guy Wall a obras de Caravaggio, Picasso e Van Gogh.

E Caminhando pela galeria me apaixonei por cada obra ali exposta, talvez eu nunca tivesse dado o devido valor às visitas ao museu da minha cidade no interior ou a Pinacoteca em São Paulo.

Estar diante de uma obra de um artista que será lembrado pela eternidade me fez refletir sobre milhares de coisas e a principal delas foi que está em nossas mãos a possibilidade de fazer nossa vida extraordinária.

E ser extraordinária é expressar da melhor forma quem é você. Cabe apenas a você encontrar uma forma de fazer história, de fazer sua história, de se tornar imortal porque deixou algo de bom para a sociedade.

Do meu primeiro Van Gogh nunca vou esquecer porque ele me mostrou muito mais que uma paisagem emoldurada na parede.

vannnPor Valeria Reis

 

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  • FilipeL

    Este post me deu uma sensação de nostalgia muito boa.
    Parabéns e obrigado, Valéria.
    Grande beijo.